Saturday, September 03, 2011

panegiricar

acordas

e eu acordo-me contigo.

envolves-te com os meus braços e,

com rouca questão,

afirmas-me o peito, o meu peito, e

dele fazes um porto:

onde te permites de novo adormecer para,

assim tão suavemente,

como que caíres em mim.

sinto-te cair, menino, au ralenti.

cair sem embater

porque o único embate entre nós, neste momento,

reside na teimosa e doce afronta da tua erecção ao meu joelho.

e eis que, assim, uma vez mais nos acordas

e daí em mim se acorda esta vontade de panegiricar:

esta manhã de sábado,

este esperma que, agora, das pontas dos dedos, me escorre

e este amor que se, me, adensa nesta inegável sensação

da siamiasidade dos nossos flancos.

1 comment:

Ananda Gouveia said...

gostei bastante do seu blog.
Seguindo e esperando uma visita sua no meu. (:'
http://anandagouveiaa.blogspot.com