Wednesday, July 12, 2006

um poema com sete ou oito anos cuja verdade o tempo não apagou (eterno retorno)

Vou rimar
só por rimar
para não cortar
a jugular


Três cabeças numa chaveta
Tenho um romance na barriga
Siameses na ampulheta
Do mundo chega-me a intriga

A Pandora tem boceta?
Não tens sangue; é jeropiga
Filho de Maria Antonieta
És rapaz ou rapariga?

Eu sou a jóia e tu a a coroa
Esta tensão é irritante
Mudei de pele cá em Lisboa
Tornei-me um altifalante

No verão tudo me enjoa
Eu sou esperto e tu ignorante
Eu feliz? Ah, essa é boa!
Gosto de ti: Coração Mutante

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