Sunday, May 07, 2006

esboços inúteis e os anti-neurais

deixou-se andar à deriva, à tona, ao sabor da corrente, porque reaprendeu, nesse fim de tarde, a fazer do mar uma estância de brincar. lembrou-se de quando era criança, as tardes de agosto: nadar e cantar, cantar a nadar, nadar e cantar para tentar falar com Deus. recuperou o método de outrora mas agora Deus não estava presente, no céu que namorava o mar e muito menos dentro de si mesmo.
deixou-se andar, à deriva, tão dormente, e esperou que a noite chegasse. o mar tornou-se uma estância de brincar às escuras.
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hey, hey,
drop your mask now or soon
i'm not your conscience or your devil
but the world is not a ball room

hey, hey,
i'm awake for more than a week
i dream everywhere cose i can
but giving birth can make us sick

hey, hey,
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hoje estou impróprio para consumo. duas noites longas seguidas deixam a pessoa neste estado:neura.

tenho ouvido incessantemente a minha canção nova. gosto mesmo muito, acho que tem bastante potencial. acho que os làtigo (projecto de música electrónica que eu e o nuno formámos) tem mesmo pernas para andar. o fairyboy também gosta muito da canção, confessou-me estar viciado.

felizmente tenho tinho dois bons anti-neurais: meat to the beat (a nossa nova canção) e o perdurar do embevecimento obtido com o maravilhoso espectáculo do tom zé, na culturgest. genial. aquele homem é, de facto, muito inteligente. o espectáculo, que não é um concerto, como diz o próprio, é uma "sessão de paradoxos". um verdadeiro encontro com o sublime. eu já adorava as canções dele mas vê-lo a interpretá-las e a explicar a origem das mesmas é um privilégio. belo, de heráclito a ezra pound, estimulante e belo. simples e belo.

http://www.tomze.com.br/

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