Thursday, August 04, 2005

a viagem

calor insuportável. acho que pela primeira vez a cabine de gravação consegue ser mais fresca do que o exterior. vou ter de ir para a rua agora. sei que vai doer. este calor apavora-me. intensifica-me tudo. e tudo o que eu queria agora era desintificar-me.
não queria ter voltado para Lisboa mas o regresso até que foi agradável. os meus amigos proporcionaram-me um bom regresso. são maravilhosos.
não me apetece pensar. não me apetece confrontar-me com os meus issues mas não tenho outro remédio. tenho saudades de viajar. tenho de resolver tanta coisa e só me apetece estar em suspensão. quem me dera congelar o tempo por algum tempo.
não sei o que sinta!
apetecia-me andar a passear; a ver e a ser visto. mas este calor não me parece muito propício para um passeio demorado. não sei que faça. estou aborrecido. preciso de novas sensações. de novos desafios. de novos contactos. preciso desesperadamente de trabalhar desesperadamente. estou a enlouquecer. tenho demasiado tempo e muito pouco dinheiro. estou sempre a pensar nas mesmas coisas. estou sempre a adiar resoluções.
os passeios que dou são as viagens que me são permitidas.
ando km e km a pé, onde quer que esteja, com os headphones aos berros. viajo em mim e na música. agora estou viciado na Ute Lemper. Num disco chamado "Life is a Cabaret". Ando a viajar nele. Quem me dera que a vida fosse esse tal intenso e glamouroso Cabaret. A minha pelo menos anda muito longe disso ultimamente.
Vou para o Adamastor. A Katy ligou-me agora, está lá. Vou beber uma cervejoca, comer uma tosta mista e fumar uma de pólen com a Katy. Lá vou ter de passear. Vou a pé até ao Adamastor. Não tenho dinheiro para andar de táxi. Ao ponto a que cheguei!
Lá vou eu para a freakalhada do Adamastor. Eu e a Ute, por essas ruas de Lisboa em brasa. A ver e a ser visto. Alivia-me, mesmo com este calor infernal, alivia-me. Além disso, habituado ao inferno já eu estou.

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