Thursday, March 25, 2010

silicon ex machina

querido diário:

tenho/temos duas canções novas. os dois últimos ensaios foram realmente produtivos e, de alguma forma, inspirados. ainda estão algo caóticas mas têm muito potencial e o que é essencial já está no sítio. de facto, a tecnologia, quando utilizada a nosso favor, é de uma eficácia impressionante. o facto de estarmos a gravar o nosso trabalho em tempo real dá-nos uma focagem no mesmo muito mais absoluta. ficamos imediatamente a saber o que está e não está certo. é uma grande ferramenta e, por outro lado, dá-nos a liberdade para, muito rapidamente, começar a enriquecer os temas. gravamos uma batida provisória (o nuno trabalha-as depois sozinho e sequencias-as), linha de baixo, uma linha melódica e voz; depois ouvimos esse primeiro sketch e percebemos o que funciona e não. e, a partir daí, começamos a tocar sobre essas linhas gravadas, retiramos a voz do playback, para que eu cante em cada ensaio do tema, e começa-se logo a encher a canção em termos melódicos e a trabalhar no sentido do arranjo. estamos, de facto, a chegar a um bom compromisso entre o homem e a máquina nos silicon.

os dois temas novos chamam-se: killing mood e medula parties. o primeiro já tem letra definitiva e o segundo ainda não (in progress). o que é curioso no primeiro, e vais perceber quando te mostrar a letra, é que é um tema muito doce e delicado, quase uma canção de embalar; é uma contradição curiosa e um bom compromisso antitético entre conteúdo e forma.

aqui fica o poema do killing mood:

days went by, weeks went by, months went by
quite never understood
one night in your bed, while you were sleeping,
i started to be in the killing mood

our love was a ship: we let it sink
our love was a temple: we turned it a wreck
and then it came so suddenly:
the sweet intention of breaking your neck.

the sweet intention of breaking your neck.

chorus (female voice):

but you broke my neck
but you broke my neck
but you broke my neck
but you broke my neck

now it came true, your major fear
i've always knew we'd never be friends
i must admit i take good pleasure
in knowing the fact that you'll die by your hands

you will die by your own hands

chorus (female voice):

but you broke my hands
but you broke my hands
broke my hands
both of my loving hands

days went by, weeks went by, months went by
quite never understood
the way you hid from me, from yourself
made me be in this killing mood

and now i love this killing mood.


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i thank music for turning such bad occasional feelings and memories into really deep, beautiful and pure everlasting something. but all goes by, only art stays (and prints weight and importance to things that time ends up turning into laughable splinters of our history).

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