Friday, November 16, 2007

zidane e jim black

apesar da grande curiosidade, ainda não tive oportunidade para ir ver "zidane". mas, pelo que fui lendo, acho a ideia muito boa. acho um exercício assertivíssimo. não posso mesmo deixar de ver. agora, acharia também muito interessante e assertivo que um projecto muito semelhante fosse desenvolvido em torno do jim black. a ideia surgiu-me há duas noites durante o concerto do projecto de ellery eskelin no cabaret maxime.
é impressionante observar o jim a tocar, é uma experiência, realmente, enriquecedora para todos os sentidos. é comovente a forma como ele explora ao limite o instrumento (bateria) e como é de limite a relação simbiótica que o seu corpo cria com o mesmo. a forma como o ritmo se instala, multiplica, divide, fragmenta em cada um dos seus membros é algo que nos deixa perplexos e desarmados. apetece mesmo ver toda a sua performance decomposta, filmada exaustivamente, complusivamente e degustá-la, em diferido, em tempo real, high motion e, sobretudo, ao ralenti.
percebe-se de facto, percebi agora eu, porque é que o jim black está há quatro anos em digressão pelo mundo. o mundo precisa de o ouvir e, essencialmente, de o ver.
cheers, mate.

http://home.earthlink.net/~eskelin/

http://www.jimblack.com/events.html


http://www.myspace.com/alasnoaxismusic

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