Tuesday, March 01, 2005

us 4

tu surpreendes-me.

pensei-o mas não to disse; tive medo de parecer patético, lamechas, ritualista, melífluo, mimado.

tu resolveste tudo e mostraste-me que o medo do ridículo, no amplexo, se torna o cúmulo do ridículo.

resolveste tudo e resolveste-me tudo.

tão simples; tu: sem medo, sem ridículo, sem hesitação.

com uma simples frase rasgaste-me o céu que teimava não descarregar.

e passo a citar-te:

"faz hoje uma semana que demos o nosso primeiro beijo"


as flores não são apenas inventadas por mim; descobri-o contigo durante estes dois dias.

durante estes dois dias em que o relógio não parou mas em que minha arte não deixou de te fazer rir, fora e dentro da minha cama.

descobri a tua arte: és o génio das frases simples.

e a tua arte faz-me rir (de mim).

espero-te hoje, à porta do meu quarto.

venham as flores, sejamos depois frutos já.

1 comment:

Eduarda Santos said...

Ahhh o amor, tantas vezes cantado por poetas e músicos. Estou a escrever e a Lua ilumina a rua lá fora, a Lua dos namorados. Mas o amor também fere, dói às vezes uma dor impossível de suportar. E choramos, gritamos a nossa dor, at
e desfalecermos num sono profundo e vazio, e nestes casos agradávelmente vazio. E por causa destas dores imensas, para contrabalançar, qundo amarmos, entreguemo-nos completamente, totalmente para usufruirmos dessa sensação maravilhosa em pleno. São as duas faces do amor, o prazer e dor. Força kido, ama sem reservas, aproveita.... Jinhos para os dois.