ipodonan

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Wednesday, November 02, 2011

Bitterblue - NUDE'S (my first musical project/band) song demo

Bitterblue - NUDE'S (my first musical project/band) song demo by chambredonan

demo de uma canção da minha primeira banda: Nude. a canção data de 2001 e a demo foi gravada em 2003, creio. tenho muita pena que este projecto nunca tenha tido edição e a projecção que merecia. teria feito, sobretudo na altura em que existiu, todo o sentido (e falta) no panorama musical que se vivia. ainda assim, demos bastantes concertos (em muitas das mais emblemáticas salas de lisboa) e fomos uns ilustres desconhecidos (com uma excelente crítica no blitz e tudo, a propósito de um dos variados concertos que demos no Santiago Alquimista). e tínhamos, nos nossos cônjuges e cônjujas, amigos, conhecidos, familiares, e não só, uma acérrima e entusiasta massa fanática. tenho, sobretudo, muitas saudades de dar concertos.



Bitterblue

my city-silence here
your city-sentence there
i city-die between
i city-live nowhere

sometimes i wanna city-smash all the faces i see
he, he
sometimes i wish you'd never city-met me

well, i'm a city-enemy
all the city-folks try to kill me
the city-traffic never flows when i'm chasing you, you you
this mothafucking place made me a bitterblue

i'm city-hanging over city-junk
i'm city-overdosed with city-spunk
i'm a city-country-curser in a city truck
i don't wanna city-match with a city-punk

well, i'm a city-enemy
all the city-folks try to kill me
the city-traffic never flows when i'm chasing you, you you
this mothafucking place made me a bitterblue

i'm a bitterblue a city-toon
your tender kiss could mean cocoon
need to build a rocket to the moon
need to find my path re-really soon

i'm a bitterblue i was made for you
you can bet it's true i'm a bitterblue
i'm a bitterblue city-made for you, you, you
i can prove to you i'm a bitterblue

made for you: bitterblue
made for you: stupidblue
made for you: sick, sickblue

Thursday, October 27, 2011

rudolfo de pravda

rudolfo de pravda by chambredonan

rudolfo de pravda

rudolfo de pravda era circunscrito

e este é o facto

que mais prementemente

se pode asseverar do dito.


rudolfo de pravda era um gozão,

não ia cá em intrigas,

muito menos em cantigas,

e sabia ser anfitrião.


rudolfo de pravda tinha talento

inventava segundos nomes pra tudo

tinha um caderninho branco

e dormia ao relento.


rudolfo de pravda sabia dançar

da salsa à rumba

meneava a anca

e deleitava-se com o luar.


rudolfo de pravda era um homem a sério

tinha rigor nas palavras

cantava todas as oitavas;

e tinha musas em cada hemisfério.


rudolfo de pravda ria-se de si próprio

abria as cabeças aos outros

ia sempre mais longe

em vez de um par de olhos tinha um telescópio.


rudolfo de pravda tinha o coração no sítio

podia ter sido um platão ou um gandhi

dava a roupa do corpo

era o oposto do lítio.


rudolfo de pravda gostava e sabia brindar

criou uma nova ordem paradigmática

lê-lo não consegues

porque tinha aversão ao verbo publicar.


rudolfo de pravda era contente,

só com doce conversa,

das abelhas conseguia velas

era o mais inteligente.


rudolfo de pravda era imediato

assim como circunscrito

percebia tudo na hora e sem demora:

era o próprio do anti-atrito.


rudolfo de pra vada casou com uma perdiz

porque via essencialmente tudo

e tudo no essencial

dos seres que conheci: foi o mais feliz.


rudolfo de pravda nasceu e morreu esta manhã

de sorriso sempre aberto

guerreou e pacificou-se com tudo na vida

e fez da vida a experiência menos vã.


rudolfo de pravda foi um ser que inventei

e que nunca conheci

espero ainda encontrá-lo

dentro de uma simples e maior palavra chamada: aqui!

ou ali...

Wednesday, August 31, 2011

senhor vago

senhor vago by chambredonan-

Meu nome é Vago.
Senhor Vago, para os amigos!

Inesperadamente, tornei-me um descalabro transcendental.
Fui expulso dos céus a pique e em queda livre.
Sou a prova concreta e evidente da magia ausente:
Houdini vesgo e de costelas quebradas,
prêt-à-mourir, (meio aplauso, três mil gargalhadas).
Uma caravana manca de ideias sequestradas.
Um faroeste fofo.
Um cavalinho de palha.
Um saloon de Earl Grey.
Uma metáfora desterrada.
A plena ausência de prosa.
Todos os minutos de silêncio
em memória de todos os soldados desconhecidos
que nunca leram um poema.
A essência do póstumo e da epígrafe.
Tenho olhos de papiro,
costas de bula papal,
em cada palavra um tiro,
mãos de guerra mundial.
Sou viril; fecundei o mar.
Ah, como estes peixes pregam p´ra mim!

Monday, August 01, 2011

elevator door

elevator door by chambredonan

(depois de extinto o nosso primeiro projecto musical (Nude) e antes de formarmos o actual (Silicon Lady) eu e o Nuno Varudo tivemos um projecto entretanto, chamado Làtigo. desse projecto nasceram algumas canções, que ficaram esquecidas. esta é uma delas. contudo é uma das minhas/nossas canções preferidas. gosto de tudo, sobretudo do trabalho do melódico e de arranjos do Nuno e da minha letra (uma das minha melhores e mais sentidas/verídicas letras).


Elevator door

You say you remember the ending
Well, I remember a little more
What pushed us into each other?
I don’t know but I can guess: elevator door

I see you remember the middle
I remember mouths crash and bodies lost
Four, did you say for kisses?
Wanna buy you that memory, tell me how much does it cost.

Tell me: how much do we cost
when our feelings get lost?

You say you’re not confused
Well i don’t believe you but I know I should
You say that this is normal
We love each other as friends, feelings get misunderstood

I see you’ve always knew
This was a game, you tried to be in control
But we got close as few
Now you jeopardize and blame on alcohol

Maybe this has no beginning
Well, maybe no reasons for lullabies
I know I will thank you forever
For these sweet stomach butterflies

Maybe we go towards nothing
And I’ve got to get used to your Spanish runaway
Maybe crashing is loving
Nose bleeding for you just made my day

Bleeding for you just made my day.

Four. Kiss, uncore
Never open to the world
Elevator door

um poema escrito há precisamente dez anos (e agosto aqui está, uma vez mais)

um poema escrito há precisamente dez anos (e agosto aqui está, uma vez mais) by chambredonan

Pois,

hoje tirei a tarde para escrever.

Agosto à tarde e

se não estou a morrer estou, no mínimo, a tentar não enlouquecer.

Agosto:

o mês de todos os pânicos, todas as fobias, todas as doenças.

Eu em Agosto sou pior.

Eu em Agosto sou um deus menor.

Eu em Agosto declaro uma guerra ao suor.

Eu em Agosto sou o oposto da cor.

Eu em Agosto sou vassalo da dor.

Eu em Agosto sou amante do bolor.

Eu em Agosto recuso o sabor.

Eu em Agosto sou incolor.

Eu em Agosto sou violado pelo calor.

Eu em Agosto sou um péssimo cantor.

Eu em Agosto faço e desfaço o amor.

Eu em Agosto sou um ovo por pôr.

Saturday, July 30, 2011

days without you (rough demo)

days without you (rough demo) by chambredonan


(this is a rough demo of a silicon lady's song. we've recorded it two years ago and never worked on it since then. i like it a lot, i think it has a lot of melodic potential. since the sound quality is so low, one should listen to it with headphones.)

days without you:

days without you
they are tasteless, pointless, meaningless

days without you
are the mirror of my grief

days without you
brought the rain, the cold, the darkness

days without you
say that time is just a thief

two weeks
is it time enough?

to see what we need to see
or leave it undone

two weeks
are we foe or friend?

i see all my mistakes,
before you i have to bend.

days without you,

days without

days without you,

days without

Thursday, July 28, 2011

Monday, June 20, 2011

Sunday, March 06, 2011

Thursday, February 17, 2011