Friday, March 09, 2007

caro diário:

aqui fica uma confissão que ainda não te havia feito e que há muito está adiada.

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faz hoje cinco meses que a avó Cárminha nos deixou. o coração dela deixou de bater por volta das onze da manhã do dia cinco de outubro de dois mil e seis. morreu porque o coração decidiu deixar de bater. o coração dela, sempre tão grande, do tamanho do mundo, não lhe coube mais no peito; partiu-se numa segunda-feira.

a avó Cárminha foi a pessoa que mais incondional e puramente me amparou, e, estou certo, percebeu ao longo da vida. chorava sempre que me via, umas três vezes por ano. o coração dela decidiu parar e, a partir desse dia, houve algo no meu coração que se estilhaçou. não sei bem o quê mas que aconteceu, lá isso, aconteceu. comecei a sentir mais o meu coração, literalmente.

epitáfio ideal:

pura, atenta, nobre, doce
- do bem para o bem, sempre-
o anjo mais anjo que o mundo ao mundo trouxe


(à avó carminha, que tinha um coração maior que o mundo. queria postar uma foto linda que tenho dela mas o hello picasa não parece funcionar hoje a meu favor.)

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