Friday, March 18, 2005

fim de tarde perfeito

de mãos dadas,
estrada fora,
traziam um casamento feliz:
ele era um pássaro de ferrugem
ela era uma boca de giz.

(era isto que eu estava e escrever hoje de madrugada enquanto te beijava.
como deves calcular, não me seria possível desenhar este poema nos teus lábios (como tu me pediste). porque este poema não é nosso. é um poema de outros que não existem. no próximo beijo que te der vou esforçar-me por desenhar nos teus lábios a vontade louca que tenho de apanhar sol contigo. havemos de escrever juntos, nos lábios, nos olhos e na pele, o nosso fim de tarde perfeito.)

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