Tuesday, December 21, 2004

"E a saudade é uma espera
É uma aflição
Se é Primavera
É um fim de Outono
Um tempo morno
É quase Verão
Em pleno Inverno
É um abandono"

Excerto de "Porque não me vês", de Fausto Bordalo Dias

Estou há dezenas de meses, mas de duas dezenas, a fugir de uma depressão. Ela tem andado, qual sombra impertinente, colada à minha pessoa; tenha-a ignorado. Não lhe tenho dado a devida atenção. Tenho preferido, se é que o termo se pode aplicar, dar prioridade a distúrbios de outra ordem. Distúrbios mais dinâmicos. A depressão tem estado renegada para a condição de estado desinteressante, fastidioso, bolorento e secundário com que um dia, longínquo, me haveria de ocupar. Mas eis que a dita é caprichosa e parece aqui estar. Veio sorrateira, lenta, sem alarido. E agora...

estou muito cansado, vou dormir

O lugar comum dos lugares comuns: APETECE-ME DORMIR PARA SEMPRE!!!

Era só mesmo o que me faltava: estar na maior das penúrias e com um surto de spleen.

MECENAS TOTALMENTE FILANTROPO PRECISA-SE (PARA ONTEM)
EU PROMETO QUE CRIO; OH, SE CRIO!
Vai ser sempre a criar, 24 horas por dia!!!!!!!!!!!




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