Friday, May 04, 2012
radiografia
venham guerras e cataclismos; salvem-me deste compromisso do início do mês começar.
a cabeça sempre a prémio e eu não nasci para a tua folha de cálculo, meu cabrão.
não sou o teu tremoço de fim de tarde; nem a punheta que bates por fuga da tua vida ser.
não te sou;
às postas,
no relatório final do teu mensal saldo.
sou quem te arromba a cama e dela faz o finado.
fecha as janelas, a poça de sangue é minha.
o argumento é teu;
cinema?
volta ao início dos inícios e lá estarei monocular para te ver (aqui chegar).
as flores não nascem por ti;
as flores nascem porque, apenas, nascer sabem.
last snack here
Sunday, March 11, 2012
(finalmente) um novo haiku
um haiku (um segundo, mais de dez anos depois de ter composto o primeiro):
os pássaros cantarolam porque é manhã,
tu ressonas,
e eu, de pé, quase conto os pêlos dos teus sovacos.
Sunday, February 26, 2012
inspiração hatherlyana
o dentro de um poema
Tuesday, November 15, 2011
problem (demo for NUDE'S SONG - 2003)
turn off the lights
cose i don't want them to see
this lack of love
is fastly, slowly killing me
i am the mother
i am the father as well
i am the child
that has been brought up in hell
i am a problem
in everything that i do
i am a problem
that's why i'm so close to you
i am a problem
i hate this din in my head
i am a problem
i am the one who'll drive you mad
please, watch me crawl
i really need, i've got, to fight the floor
to feel one thing
i have one, two, ten, thousand to ignore
i made a plan
to rescue us from pain
i hope one day
to have the blood from your veins
i am a problem
in everything that i do
i am a problem
that's why i'm in love with you
i am a problem
i hate this din in my head
i am a problem
i am the devil in your bed
tried, and tried, and have you ever tried?
tried, and tried, and have you ever?
tried, and tried, and have you ever tried?
to be me it's not easy, no
no,
to be me it's not that easy
cry, oh, cry, and you won't se me cry
oh, cry
and you won't see me
shy, oh shy, i'm growing up so shy
oh, shy
i'm growing up to shy
to shy to cry, to cry
to cry, to cry, to cry, to cry
i am a problem, everyday
i am a problem, i must say
i am a problem, you know that
i'll be a problem until i die
Wednesday, November 02, 2011
Bitterblue - NUDE'S (my first musical project/band) song demo
my city-silence here
your city-sentence there
i city-die between
i city-live nowhere
sometimes i wanna city-smash all the faces i see
he, he
sometimes i wish you'd never city-met me
well, i'm a city-enemy
all the city-folks try to kill me
the city-traffic never flows when i'm chasing you, you you
this mothafucking place made me a bitterblue
i'm city-hanging over city-junk
i'm city-overdosed with city-spunk
i'm a city-country-curser in a city truck
i don't wanna city-match with a city-punk
well, i'm a city-enemy
all the city-folks try to kill me
the city-traffic never flows when i'm chasing you, you you
this mothafucking place made me a bitterblue
i'm a bitterblue a city-toon
your tender kiss could mean cocoon
need to build a rocket to the moon
need to find my path re-really soon
i'm a bitterblue i was made for you
you can bet it's true i'm a bitterblue
i'm a bitterblue city-made for you, you, you
i can prove to you i'm a bitterblue
made for you: bitterblue
made for you: stupidblue
made for you: sick, sickblue
Thursday, October 27, 2011
rudolfo de pravda
rudolfo de pravda era circunscrito
e este é o facto
que mais prementemente
se pode asseverar do dito.
rudolfo de pravda era um gozão,
não ia cá em intrigas,
muito menos em cantigas,
e sabia ser anfitrião.
rudolfo de pravda tinha talento
inventava segundos nomes pra tudo
tinha um caderninho branco
e dormia ao relento.
rudolfo de pravda sabia dançar
da salsa à rumba
meneava a anca
e deleitava-se com o luar.
rudolfo de pravda era um homem a sério
tinha rigor nas palavras
cantava todas as oitavas;
e tinha musas em cada hemisfério.
rudolfo de pravda ria-se de si próprio
abria as cabeças aos outros
ia sempre mais longe
em vez de um par de olhos tinha um telescópio.
rudolfo de pravda tinha o coração no sítio
podia ter sido um platão ou um gandhi
dava a roupa do corpo
era o oposto do lítio.
rudolfo de pravda gostava e sabia brindar
criou uma nova ordem paradigmática
lê-lo não consegues
porque tinha aversão ao verbo publicar.
rudolfo de pravda era contente,
só com doce conversa,
das abelhas conseguia velas
era o mais inteligente.
rudolfo de pravda era imediato
assim como circunscrito
percebia tudo na hora e sem demora:
era o próprio do anti-atrito.
rudolfo de pra vada casou com uma perdiz
porque via essencialmente tudo
e tudo no essencial
dos seres que conheci: foi o mais feliz.
rudolfo de pravda nasceu e morreu esta manhã
de sorriso sempre aberto
guerreou e pacificou-se com tudo na vida
e fez da vida a experiência menos vã.
e que nunca conheci
espero ainda encontrá-lo
dentro de uma simples e maior palavra chamada: aqui!
ou ali...
Wednesday, October 26, 2011
"a boca"
a boca era um leito um órgão de lava."
Tuesday, October 18, 2011
costas
Wednesday, September 14, 2011
Hugo Mestre Amaro (curriculum profissional)
Hugo Amaro tem trabalhado profissionalmente como actor, encenador, performer, animador, produtor e dramaturgo desde 1999.
Em 2002 formou a sua própria companhia de teatro (Azul Ama Vermelho) juntamente com outros quatro actores. Desde então têm produzido diversas peças escritas e encenadas por Hugo.
Em cinema participou em cinco longas metragens (três nacionais e duas internacionais). Paralelamente teve participações pontuais em programas de televisão, telenovelas e filmes publicitários.
Hugo faz, desde 2002, dobragens para séries de desenhos animados e locuções e é vocalista de um projecto de música electrónica.
Data de Nascimento: 09/07/1976
Email: hugoamaro@hotmail.com, odiariodeonan@gmail.com
Actividade Profissional
Teatro
Encenação
2011
Goreti E Os Homens de Cristal (um projecto ecográfico de Alexandra Sargento e Hugo Mestre Amaro), estreado no Teatro do Bairro em Lisboa.
O Homem Que Plantava Árvores, de Jean Giono. Espectáculo para a infância.
Produzido por Hugo Mestre Amaro e Far Far Away Books.
2010/2009
A Voz de Onan, autoria de Hugo Amaro e Ricardo Batista, encenação, interpretação e produção de Hugo Amaro. (Projecto apresentado no Espaço Ginjal, Setembro 2009, na Festa Agradável e Curtas II - Mostra de Peças de Teatro de Curta Duração - Primeiros Sintomas).
2008
Apenas Jardim, autoria e encenação de Hugo Amaro, apresentado na Sala Estúdio do Teatro da Trindade. Uma produção: Azul ama Vermelho/Teatro da Trindade-Inatel.
2004/2003
Sickcom, de Hugo Amaro. Uma produção de Azul ama Vermelho – Companhia de Teatro.
2002
A Casa do Incesto, a partir do romance homónimo de Anaïs Nin. Dramaturgia e encenação de Hugo Amaro para a Azul ama Vermelho – Companhia de Teatro. Apresentada no Ginásio de Pavilhão 18 do hospital Júlio de Matos.
2001
A Cabeça do Escritor, de Hugo Amaro. Encenação de Hugo Amaro e Rogério Nuno Costa apresentada na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, no Teatro Municipal Maria Matos e no Teatro Taborda.
1997
Autoria e co-encenação do projecto de poesia e performance Uma a Uma Todas As Flores ou Azul Morre Vermelho, apresentado no espaço “Dress Me”.
Interpretação
2011
O Homem Que Plantava Árvores, de Jean Giono.
O Rei Vai Nu, encenado por Philippe Leroux, e produzido por Contemporâneo produções. Levado à cena no Auditório Municipal Lourdes Norberto.
2010
Homem Feito, de Andresa Soares, João Lucas e Lígia Soares. Uma produção de Máquina Agradável, apresentada no Espaço Nimas.
2010/2009
A Voz de Onan, autoria de Hugo Amaro e Ricardo Batista, encenação, interpretação e produção de Hugo Amaro.
2008
Apenas Jardim, autoria e encenação de Hugo Amaro, apresentado na Sala Estúdio do Teatro da Trindade. Uma produção: Azul ama Vermelho/Teatro da Trindade-Inatel.
2007
Se Não Me Dás Um revólver, Ao Menos Tem Pena De Mim, a partir de Tchekhov. Encenação de João Mello Alvim, produzido por Chão d’Oliva – Companhia de Teatro de Sintra.
Casa de Bonecas, de Henrik Ibsen. Encenado por João de Mello Alvim. Produção da Companhia de Teatro de Sintra – Chão de Oliva.
2006
Uma Laranja Mecânica, Uma Peça Com Música, de Anthony Burgess. Encenação de Manuel Wiborg, produzido por Actores Produtores Associados. Apresentado no Grande Auditório da Culturgest.
Musicattos, autoria e encenação de Óscar Romero. Produzido por Romero Vox.
2005
A Pista, autoria e encenação de Óscar Romero. Espectáculo realizado num comboio. Produzido por Romero Vox.
2005/2004/2003
Sickcom, de Hugo Amaro. Uma produção de Azul ama Vermelho – Companhia de Teatro, estreada no Teatro Taborda inserida na 5ª Mostra de Teatro Jovem de Lisboa.
2004/2003
Falar verdade a Mentir, Almeida Garret. Encenação de Ruy Pessoa para a Companhia de Teatro “O Sonho”. Em cena no auditório do BES em Lisboa.
2004/2003/2002
Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente. Encenação de Ruy Pessoa para a Companhia de Teatro “O Sonho”. Em cena no auditório do BES em Lisboa.
2004/2003/2002
Auto da Índia, de Gil Vicente. Encenação de Ruy Pessoa para a Companhia de Teatro “O Sonho”. Em cena no auditório do BES em Lisboa.
2003
Cabaret Para 3 Actores, de Hugo Amaro, Cátia Nunes e Ruy Pessoa. Apresentado no Teatro Bar do Teatro da Trindade.
2002
A Relíquia, de Eça de Queiroz. Encenação de Luís Assis para a Cassefaz apresentada no Teatro Municipal Maria Matos.
2001
Barthes & Mandrake, de Hugo Amaro, José Carlos Pontes e Rosa Coutinho Cabral. Encenação de Rosa Coutinho Cabral apresentada no Teatro Taborda.
2000
“Megastore” (certame de teatro, dança, música, vídeo e escrita), realizado no Armazém do Ferro em Lisboa e organizado pela Companhia de Teatro Sensurround. Participação nas seguintes performances e instalações:
Instalação Teatral, projecto dirigido e encenado por Rosa Coutinho Cabral, com textos de Sade, Diderot, Baudelaire e originais dos actores;
Mandrake, projecto escrito, dirigido e encenado por Rosa Coutinho Cabral.
1996
O Paraíso Não Está à Vista, de R. W. Fassbinder, encenado por José António Pires para o Grupo de Teatro do ISCSP, apresentado no Auditório Carlos Paredes.
Outras funções
2006
Assistência de encenação do espectáculo Uma Laranja Mecânica, Uma Peça Com Música, de Anthony Burgess. Encenação de Manuel Wiborg, produzido por Actores Produtores Associados. Apresentado no Grande Auditório da Culturgest.
2002
Co-fundador da Azul ama Vermelho – Companhia de Teatro, onde assume as funções de director artístico e produtor.
2001
Assistência de encenação do espectáculo Barthes & Mandrake, encenado por Rosa Coutinho Cabral e apresentado no Teatro Taborda.
Luminotecnia no espectáculo Pausa – ensaio assistido, encenado por Rosa Coutinho Cabral para o Projecto Kairos e apresentado na Casa do Algarve.
Operação de som no espectáculo Problemas dirigido por Nuno Carinhas para a Companhia de Teatro Cão Solteiro, apresentado no Armazém do Ferro.
2000
Operação de som no espectáculo Eu-mesmo, encenado por João Cabral para o Grupo de Teatro do ISCSP. Apresentado n’”A Capital” / Artistas Unidos.
Operação de luz no espectáculo Furiosa Tempestade, encenado por Nuno Carinhas para a Companhia de Teatro Cão Solteiro e apresentado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
Operação de som na peça Aguantar, encenada por Nuno Carinhas para a Companhia de Teatro Cão Solteiro apresentado no IFICT/Lisboa, e ainda em Beja, Loulé e Porto inserida no programa de apoio a itinerâncias desenvolvido pelo IPAE/MC
1999
Operação de som na peça Tranglomanglo, encenada por João Cabral e Manuel Almeida e Sousa para o Grupo de Teatro do ISCSP. Apresentado no Teatro Cinearte e no Teatro Taborda.
Assistência de produção e operação de luz na peça O Fatalista, encenada por Rosa Coutinho Cabral e apresentada no Teatro A Comuna.
Televisão
C.C. Casting, programa que visou apurar o novo apresentador para Curto Circuito, programa transmitido pela Sic Radical.
Interpretação
2006
Filme Publicitário para a Zapp. Produzido por Ozono Filmes.
2004
Morangos com Açúcar, série produzida pela NBP/FEALMAR e exibida pela TVI. Personagem: Elvis
2002
Protagonismo em filme publicitário para o Banco Nova Rede. Produzido por
A FILMAR.
2002
Tudo por amor, telenovela produzida pela NBP/FEALMAR e exibida na TVI. Personagem: Mário.
Cinema
Interpretação
2010
Noite Sangrenta, longa-metragem/série realizada por Tiago Guedes e Frederico Serra, produzida por David & Golias.
2010
Mistérios de Lisboa, longa-metragem/série realizada por Raul Ruiz, produzida por Clap Filmes (Paulo Branco).
2008
Une Nuit de Chien, longa-metragem realizada por Werner Schroeter, produzida por Clap Filmes.
2007
Cinerama, longa-metragem de Inês Oliveira. Produzida por Clap Filmes (Paulo Branco).
2004
Lavado em Lágrimas, longa-metragem de Rosa Coutinho Cabral. Produção de Clap Filmes (Paulo Branco).
Dobragens
Roary
Os Pinguins de Madagáscar
Ying Yang Yo
Lazy Town
Dennis O Pimentinha
Tracey McBean
Viva o Hugo
Minky Mommo
Zula Patrol
The Large Family
Dibo
Yu-Gi-Oh
Creep School
Clamp Detective
Pucca
Tutenstein, série de animação, a ser exibida na Sic. Dobragens produzidas por Psb Dobragens.
Howdi Gaudi, série de animação, a ser exibida na RTP. Dobragens produzidas por Psb Dobragens.
Do Re Mi, série de animação, a ser exibida na RTP. Dobragens produzidas por Psb Dobragens.
Casper, série de animação, a ser exibida na TVI. Dobragens produzidas por PIM PAM PUM.
Escrita
2009
A Voz de Onan, texto para teatro.
2009
It’s All About Plato, texto para teatro.
2008
Apenas Jardim, texto para teatro.
2004-2011
htt://www.odiariodeonan.blogspot.com, blog pessoal de Hugo Amaro.
2005
O Quarto Rimado de Onan, poesia, obteve a Menção Honrosa no concurso literário Lisboa À Letra 2005, promovido pela C.M.L.
2004
Baile Demutante, texto para teatro
2003
Sickcom, texto para teatro.
Cabaret Para 3 actores, texto para teatro
2002
Adaptação teatral da obra “A Casa do Incesto” de Anaïs Nin.
2001
Barthes & Mandrake, texto dramático para teatro em co-autoria com Rosa Coutinho Cabral e José Carlos Pontes. Encenação de Rosa Coutinho Cabral financiada pelo Ministério da Cultura (IPAE) e apresentado no Teatro Taborda.
If You Were in my Movie, texto para cinema (curta metragem).
A Cabeça do Escritor, texto para teatro.
Música
Assumiu de 1998 a 2006 a função de vocalista na banda de música rock “nude”.
Fundou em 2006 o projecto de música electrónica “làtigo”, assumindo as funções de letrista e vocalista.
Em 2009 funda e assume a função de vocalista no projecto electrónico intitulado “silicon lady”.


