Thursday, November 05, 2009
falo de...
Wednesday, November 04, 2009
cinco anos
Saturday, October 31, 2009
um pedido
agora que estás mais crescidinho, fazes cinco anos dentro de uma semana (e vais ter uma comemoração, não exactamente a que eu pretendia e que acho merecida mas a possível), vou fazer-te um sincero pedido.
nunca, mas mesmo nunca, te esqueças que, apesar de seres um espaço sempre da verdade és, por outro lado, o espaço onde muitas vezes me permito fantasiar. és, muitas vezes e portanto, o espaço do fétiche e da hipérbole. porque há momentos em que todo eu sou apenas fantasia, fétiche e hipérbole.
Monday, October 26, 2009
o gato de onan
Sunday, October 25, 2009
há quase 24 horas
Monday, October 19, 2009
it's all about decisions
Friday, October 16, 2009
sobre o impossível
Friday, October 09, 2009
estado de graça
ainda estou, e certamente ficarei, em estado de graça pelo concerto da jane birkin ontem. só me ocorre uma palavra: privilégio. há artistas assim, cuja arte é um privilégio. sinto-me privilegiado por ter passado pela experiência de ontem. quando confrontados com a superioriade, a beleza pura e o bem, desta forma, é que nos apercebemos que perdemos demasiado tempo com coisas tão rasteiras, ínfimas e mediocres...
À LA GRÂCE DE TOI
Pourquoi la grâce de toi
Me frappe, ensommeillée ce soir ?
Ton visage avec les yeux clos
Me rappelle toi dans mes bras
Pourquoi je te vois courir
Comme au ralenti
Et les rires ont un écho
Des plages de l'oubli ?
Pourquoi mes mains tremblent
Pour caresser une fois encore
Et comprendre la beauté
De cette complexité du corps ?
Trop faible pour nager
Au contre-courant, la
Vie envoie des vagues
Imprévues de mélancolie
Bafouée, ballotée, te voilà
Blottie comme les marins
Qui repèrent dans une
Tempête l'abri
Je bénis les dieux, en qui
Je ne croyais plus, de m'avoir donné
Un enfant à garder
Une nuit
Pourquoi la grâce de toi
Me frappe, ensommeillée ce soir ?
Ton visage avec les yeux clos
Me rappelle toi dans mes bras
Pourquoi je te vois courir
Comme au ralenti
Et les rires ont un écho
D'une plage de l'oubli ?
Pourquoi mes mains tremblent
Pour caresser une fois encore
Et comprendre la beauté
De cette complexité du corps ?
Trop faible pour nager
À contre-courant, la
Vie envoie des vagues
Imprévues de mélancolie.
Thursday, October 08, 2009
uma musa
que nervos!!!
Tuesday, October 06, 2009
os desígnios da (não) querença
a escrita
esta foi a frase que o mick gordon mais proferiu no workshop de escrita que frequentei no sábado e domingo no TNDM.
it has to pop up in my head a lot, too. and i have to do it: write forward.
um poema
Monday, October 05, 2009
Sunday, September 27, 2009
the delay
a carta
e a pura da vontade, a pura da verdade é: era só o que faltava que eu fosse escrever-te uma carta! não tens olhos para isso.
onan quotes
anaïs nin, in "a casa do incesto"
criam mesmo, eu, pessoalmente, não sei o que isso significa, porque não minto, mas, simultaneamente, sei, porque sinto e já vi mentir. e eu sinto, eu ainda consigo descobrir em mim a capacidade de sentir. e tenho pena; tenho pena de quem mente. tenho pena de quem mentiu... porque quem mente ou sente nada ou, então, sente tudo (mal).
Saturday, September 26, 2009
silicon lady
Friday, September 25, 2009
Tuesday, September 22, 2009
Wednesday, September 16, 2009
Monday, September 14, 2009
Sunday, September 13, 2009
o que consta hoje
aqui fica a citação proposta por onan, em "a voz de onan", como o que deve constar hoje neste diário:
Saturday, September 12, 2009
achtung 4
("a voz de onan" irá ouvir-se na festa agradável: espaço ginjal, cacilhas a partir das 23h)
Wednesday, September 09, 2009
os contributos de onan (para a festa agradável)
a voz de onan:
os duplos não se fazem, os duplos acontecem. há sete anos aconteceu-me o duplo: onan. vai fazer em Novembro próximo cinco anos que lhe dei um espaço: http://odiariodeonan.blogspot.com. não sei se fui realmente eu quem lhe deu esse espaço ou se foi ele, o meu duplo, quem me deu essa oportunidade e o fez acontecer. os duplos fazem e acontecem. o meu duplo quer acontecer cada vez mais: quer apresentar-se before my eyes; eu também quero. quero vê-lo inteiro. mas antes será preciso ouvi-lo. ele pede-me, cordialmente, a voz e eu, de boa vontade, lha darei. os duplos não se fazem ouvir; acontecem e apoderam-se das palavras e da voz. somos nós quem tem de os saber ler e escutar; saber ceder-lhes toda e qualquer substância. não deixo, no entanto, de (pres)sentir que isto é ainda e apenas um começo. o desfecho é-me totalmente incógnito; assim como o é, seguramente, para o meu duplo.
interpretação: hugo amaro e onan
vídeo: ricardo batista
adereços e figurinos: tânia franco
contributo 2
silicone lady:
a mais ilustre desconhecida banda portuguesa chamava-se: nude. há cerca de três anos extinguiu-se. agora, três dos seus sobreviventes criaram uma fénix de silicone e, num impulso harakiri, decidiram-se, com meia dúzia de ensaios, voltar a apresentar-se ao vivo (tais eram as ganas/saudades). revisitam-se temas inéditos extintos e versões muito estimadas, num outro prisma.
os lords da lady são:
filipe luig: teclados, guitarras
hugo amaro: voz
nuno varudo: teclados e programações
Saturday, September 05, 2009
Monday, August 24, 2009
Wednesday, August 19, 2009
a sorta rise and shine
Saturday, August 15, 2009
Sunday, August 09, 2009
telefone
Saturday, August 08, 2009
past participle
under a sun that ocasionaly shines,
even read some strange lines,
and
the story never defines
underneath,
lies the fact that here he only finds sketches
never real and efective strength of character designs.
foi ver e era o past participle.
Thursday, August 06, 2009
o pião/peão
o pião (ou peão, ambos servem, tanto faz) faz um desenho equilátero,
ata e desata nós no cordel
que nada mais é do que a narrativa
da sua atabalhoada fuçanguice, para ir parar longe: ao teatro.
mas, vai-se a ver, e é tudo por amor, tudo.
onan, claro está, aprecia o espectáculo, onaniza-se e, como sempre, ri-se (muito).
Saturday, August 01, 2009
o visitante
não tinha olhar e, por isso mesmo, os seus olhos nada mais viam do que o movimento dos olhos dos outros; via ver e assim se convencia de que era vidente.
falava não por ter um discurso mas por piamente acreditar que tinha realmente de, em determinado momento, proferir quando uns olhos nos seus se fix...
quero lá saber de náufragos se eu sou o antes, o durante, o depois das vagas, a voz inteira das marés e consciência pura do salitre enquanto namora as âncoras.
sou o mar; és apenas a vontade menina de nadar (sem sequer o saber aprender a fazer).
a tinta compadece-se sempre de quem nunca será um livro.
Friday, July 31, 2009
Monday, July 20, 2009
a ausência do poema
Thursday, July 09, 2009
Thursday, January 15, 2009
os filhos de hédon (work in progress: actualizado a 08/04)
27/01
falemos, então e agora, das noites em Hédon. quando do céu o sol se evade e sua ausência num dinâmico manto, a o seu próprio ritmo e vontade, da cor do sempre o firmamento torna, começa em Hédon a sentir-se o efeito dessa operação. os sangues começam a apressar-se e existem zonas nos corpos que, quais magnetes transcendentais, imprimem à circulação do fluxo dessas substâncias, que, caso possam ser degustadas, das mesmas se dirá estarem carregadas de diversas e aleatórias ligas de diversos e aleatórios metais, uma velocidade por todos conhecida ou, pelo menos, sentida mas por nenhuns successfully explicada.
01/02
as noites em Hédon não são apenas o fruto da voz e da fúria do sangue; são o dentro, o interior absoluto do sangue em si mesmo.
17/02
pedimos ao prezado leitor que, caso a sua paciência demonstre a vontade de fraquejar, se retraia e tente ultrapassar o facto de o nosso relato se revelar ziguezagueante. a hesitação faz parte de Hédon e a verdade é que, uma vez mais, deixaremos em suspenso a descrição de uma das suas faces para, em seu lugar, aprofundar a dissecação de outra. nesse sentido, deixemos a noite por exaurir, numa outra ocasião, e passemos à caracterização, o mais afincada possível, do dia.
o dia em Hédon nasce muitas vezes.
08/04
não será certo, ou recomendável, adiantar a quantidade de vezes que o dia em Hédon nasce. porque em Hédon o dia não se afirma como um todo; é uma entidade plurimórfica, mutante e altamente contraditória. o dia desfaz-se, refaz-se e contrafaz-se; e todos esses processos em nada são previsíveis, sistemáticos ou classificáveis. muito menos possível é, prezado leitor, assinalar as causas que esses fenómenos vêm determinar. apenas os efeitos são detectáveis e sobre eles, por falta de vontade de o fazer mais tardiamente, focaremos agora a nossa narração.
há três espécies de efeitos que o dia em Hédon provoca:
1- a presença presente
2- a presença ausente
3- a fuga
1: a presença presente é um efeito imediatamente detectável, não somente pela força da redundância mas, sobretudo, pela força da relação dialéctica entre aquilo que o dia emana/produz, a cogitação sobre essa produção e o discurso sobre essa cogitação (em análise última, sempre sobre a emanação/produção per si; sendo esta a única parcela que comporta irrefutável factualidade). quando a presença é presente está constantemente a tentar estabelecer pontes, mais ou menos sólidas e bem fundamentadas, com a emanação/produção dos dias, a sua verdadeira verdade , o que a precedeu, a sua presente configuração e sobre o que a fará perdurar ou não (o teste tende a ser permanente). a presença presente tem como máximas intenções o aprisionamento do tempo e a certeza (no fundo ansiedade) da solidez do espaço. a presença presente é hipercinética, altamente analítica, voraz, dinamizadora, eufórica, ferozmente ligada à ideia de verdade, instável, combativa, intensa, séria, convicta da sua própria clareza, arrebatada, amante, sedenta de espelhamento, de empatia, de entrega, de certezas, de profundidade, de perenidade, de inteligibilidade, de entendimento, de discurso, de amor; no fundo, sendenta de presença. é esta presença que faz com que o amor seja a matéria transversal da arte, porque é ela, a presença presente, apesar de tudo e por amor, a própria vontade da arte.
(a desenvolver posteriormente)
2: a presença ausente é, com efeito, um efeito cuja dificuldade na sua detecção se alimenta a si mesma. a presença ausente nunca deixa de ser presente mas essa presença não é imediatamente classificável; usa o tempo e o espaço de uma forma que é irregular e que está em permamente digestão desse mesmo uso. pode dizer-se que, com frequência, ao caminhar sobre a areia, esta presença, nesta não deixa as suas pegadas; isto porque o que para si assume é que se encontra a caminhar sobre água.
Monday, December 15, 2008
quatro anos
Friday, October 31, 2008
a draft (i do not know where it goes)
o redesenho tinha a sua dificuldade. era complexo, rígido, àspero, estava carregado de atrito.
Tuesday, September 16, 2008
o amor que existe
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina
o meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito
o meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura
o meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe
"o meu amor existe", jorge palma
Saturday, August 02, 2008
o coração
i've been away because my heart is full of love!
Saturday, July 19, 2008
blame canada 7
voltaste!!!
ainda não consegui, nem de perto, nem de longe, aniquilar a saudade.
mon amour,
l'aventure (re)commence.
Tuesday, July 15, 2008
blame canada- 6
no entanto,
"a saudade é uma espera
é uma aflição
se é primavera
é um fim de outono
um tempo morno
é quase verão
em pleno inverno
é um abandono"
in, "porque não me vês", de fausto
it feels good to feel feelings for you! (would sound nice in one of our songs, no?)
Sunday, July 13, 2008
blame canada- 5
Friday, July 11, 2008
blame canada- 4
in a week we will, finally, be in each other's arms!
"into my arms", by nick cave
I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candlew burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms
Wednesday, July 09, 2008
Monday, July 07, 2008
blame canada- 3
this is what i feel and it tastes good to feel what other people wrote.
flowers in the window (by travis)
When I first held you I was cold
A melting snowman I was told
But there was no one there to hold
Before I swore that I would be alone forever more
Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow
There is no reason to feel bad
But there are many seasons to feel glad, sad, mad
It's just a bunch of feelings that we have
To hold
But I am here to help you with the load
Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow
So now we're here and now is fine
So far away from there and there is time, time, time
To plant new seeds and watch them grow
So there'll be flowers in the window when we go
Wow look at us now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow
Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, up in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow
Let's watch the flowers grow!
tum tum, tum tum, tum tum
("you know i feel it in my heartbeat...
wich makes me feel like the only one,
the only one,
that the light shines on")
Wednesday, July 02, 2008
blame canada- 2
where i guess you wish me not-
been down there, really there,
you can bet i'm not a slut
been down there, really there,
just to make myself alive,
there, really there,
without you i can't survive
been down there, really there,
oh, such cute boys,
been down there, really there,
look at them and i see: toys
been down there, really there,
and i walk with no regret
been down there, really there,
what i've waisted i'll forget
been down there, really there,
and always think of you
so much faster, so much better, perfect,
you'll never sever , i wont do that too.
esta rima é pobre, fraca, despropositada. não está à tua altura. i'm drunk, really drunk, so much drunk. tu, meu querido e defendido amor, não mereces que eu te conspurque com esta leitura/redacção. mas eu vou fazê-lo. tenho de fazê-lo, não posso deixar de fazê-lo. estive no antro, naquele antro de que já algumas vezes te falei. não me arrependo, de todo, estive lá e gostei. nada me tocou, nada me moveu, realmente cá dentro, nada me abalou, nada. estive, vi, fui visto, falei, deixei falar e vim... vim para ti... expressamente para ti.
vim para te encontrar, no simples acto de te escrever. vim para ti. regressei-te, no simples acto de me recolher. porque recolher-me, sem ti, já não é o mesmo verbo. vim morar aqui, onde quero que tu mores, tu ouças, tu chores. vim adormecer na dor, calma e, ainda amena, certeza de não te ter. vim pensar em ti. i've been down there e tu nunca me saíste da cabeça. não houve, sequer, um segundo de hesitação. sou teu e tudo o resto é um espectáculo, uma parefernália, uma triste exibição,
bem, fiz aqui uma pausa de mais de dez minutos. borrifei-me para a anterior composição. fodi-me todo, esta noite, porque assim o decidi. fodi-me, tomei essa decisão, enquanto via e escutava, com miguel, pedro, mari, a rita lee. fizeste-me falta ali. pensei, durante o concerto, tanto em ti. faria todo o sentido ter-te ali. estiveste. hei-de contar-te. miss you so much. vou dormir. tu, estiveste ali. é isso que é maravilhoso no amor: faz alguém estar onde nunca sonha estar. decerto, estou onde não estou. eu sei disso. e tu, só tu, estás aqui.
beijo-te a amo-te como só eu sei (eu sei).
i miss our waking up.
you are my fellow and, you know, my guy.
(escrevo-te aqui porque este, aqui, sou, realmente, eu.)
"fique bem,
fique forte.
não temos tempo
para temer a morte"
rita lee, in pic-nic
Monday, June 30, 2008
blame canada - 1
i'll wait for you always (how can't i?)
Thursday, May 15, 2008
poor misguided fool
- a frescura de um jacto de água que me venha, realmente, refrescar o cérebro (tão despido, tão sem qualquer tipo de revestimento, tão escancarado, tão prostrado a este céu; tão poucas vezes aberto).
- o interior absoluto da parede que separa, há longos e longos anos, a minha casa do precipício, feroz/delicioso, que é a rua.
- o início exacto da vida (consciente, táctil, meu).
há outras frustrações desta ordem mas, em virtude das altas concentrações de egocentrismo e tédio, por ião quadrado, na minha pessoa, recuso-me a redigi-las; prefiro senti-las.
as frustrações são para se sentir, não para se redigir.
o amor, sim, é para ser escrito (com as duas mãos).
e nós ainda tão tetrápodes.
a banda sonora das dores nas minhas mãos durante esta redacção:
"Poor Misguided Fool", by Starsailor
As soon as you sound like him
Give me a call
When you're so sensitive
It's a long way to fall
Whenever you need a home
I will be there
Whenever you're all alone
And nobody cares
You're just a poor misguided fool
Who thinks they know what I should do
A line for me and a line for you
I lose my right to a point of view
Whenever you reach for me
I'll be your guide
Whenever you need someone
To keep it inside
Whenever you need a home
I will be there
Whenever you're all alone
And nobody cares
You're just a poor misguided fool
Who thinks they know what I should do
A line for me and a line for you
I lose my right to a point of view
I'll be your guide in the morning
You cover up bullet holes
As soon as you sound like him
Give me a call
When you're so sensitive
Its a long way to fall
You're just a poor misguided fool
Who thinks they know what I should do
A line for me and a line for you
I lose my right to a point of view














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