Sunday, August 09, 2009

telefone

onan, hoje, ficou a gostar mais do telefone. e de tudo o que ele implica. porque será? ah e ah.

Saturday, August 08, 2009

past participle

onan reads the signs,
under a sun that ocasionaly shines,
even read some strange lines,
and
the story never defines
underneath,
lies the fact that here he only finds sketches
never real and efective strength of character designs.

foi ver e era o past participle.

Thursday, August 06, 2009

o pião/peão

(uma pseudoincursão na forma aleixiana. recomenda-se que se leia em voz bem clara e alta, de modo recitativo e tosco; numa piscadela de olho constante à cantilena que a, possível, rima sugere e permite.)


o pião (ou peão, ambos servem, tanto faz) faz um desenho equilátero,
ata e desata nós no cordel
que nada mais é do que a narrativa
da sua atabalhoada fuçanguice, para ir parar longe: ao teatro.

mas, vai-se a ver, e é tudo por amor, tudo.


onan, claro está, aprecia o espectáculo, onaniza-se e, como sempre, ri-se (muito).

Saturday, August 01, 2009

o visitante

a pele que tinha, e pela qual se pelava, era a pele que a sua pele se pelava por tocar, ou que, até mesmo, tocava.
não tinha olhar e, por isso mesmo, os seus olhos nada mais viam do que o movimento dos olhos dos outros; via ver e assim se convencia de que era vidente.
falava não por ter um discurso mas por piamente acreditar que tinha realmente de, em determinado momento, proferir quando uns olhos nos seus se fix...

quero lá saber de náufragos se eu sou o antes, o durante, o depois das vagas, a voz inteira das marés e consciência pura do salitre enquanto namora as âncoras.

sou o mar; és apenas a vontade menina de nadar (sem sequer o saber aprender a fazer).

a tinta compadece-se sempre de quem nunca será um livro.

Friday, July 31, 2009

mon paradoxe

o grande paradoxo de onan: desprezar visceralmente o solipsismo!

Monday, July 20, 2009

a ausência do poema

o poema descolou-se-me das mãos e eu nem dei por isso. sumiu-se, perdeu-se, quase que me atrevo a dizer que se liquefez, fundindo-se com o nada. nada é o que fica. nada é o vazio das mãos e um poema que tanto se quis escrever mas cuja vontade nunca, simplesmente, nasceu. não sei o que hei-de pensar disto: o porquê da partida da poesia. não gosto da ausência dos poemas, já é quase longa e não consigo habituar-me a ela. a verdade é que, por mesmo pouco que tenha tentado, há, quase, muito que não me semeiam poemas. sinto-me, francamente, mais pobre por isso; porque eu não sei não, ter de, escrever poemas.
cito-me (um poema com quase dez anos)
musa azulada querem teus pés esmagar os olhos do homem que espera
musa poeirenta entortas os olhos, falas sozinha e embebedas a pêra
musa cansada, cadelas com cio tricotam-me o manto com pêlo de fera
musa birrenta vem nestas noites roubar o poeta ao seu quarto de cera
eu quero (preciso), talvez, uma musa azul (ou pelo menos azulada), talvez como eu.

Thursday, July 09, 2009

tlinta e tlês

faz hoje às 23:05h 33 anos que onan veio ao mundo.

Thursday, January 15, 2009

os filhos de hédon (work in progress: actualizado a 08/04)

15/01
quem visita Hédon não visita um planeta, um continente, um país, uma cidade, uma vila, uma aldeia, um lugar, uma rua, uma casa, uma porta. quem visita Hédon visita a energia de um coração extensível, cuja dimensão pode oscilar entre uma mera partícula e toda a incógnita capacidade espacial do universo. quem visita Hédon pode estar a visitar-se.
sabemos que Hédon é habitado e que ocupa espaço mas não sabemos, prezado leitor, as suas reais e potenciais proporções. muito menos sabemos nós, legião mais ou menos intrépida de narradores, a data precisa da sua fundação. alguns de nós estão convictos de que Hédon não teve início e que jamais terá, porventura, um fim. outros de nós há, talvez mais evoluídos ou que sustentam a vontade de o ser, que suspeitam de que Hédon tem uma existência intermitente e que tenderá a desaparecer. esses, os supostamente mais evoluídos ou que sustentam a vontade de o ser, defendem que a extinção de Hédon se processará mediante a descoberta de uma cura porque, asseveram eles, Hédon é uma doença.
Hédon, como qualquer outra entidade espacial, tem uma dinâmica própria; é habitado. e, assim sendo, todos os dias em Hédon se registam nascimentos, uniões, desuniões e mortes. há quem nasça e morra em Hédon, há quem nunca lá viva, há quem apenas lá se una, ou desuna, e há quem apenas lá vá morrer. há, contudo, em Hédon, uma presença forte da hereditariedade.
há uma palavra, um código, uma téssera que permite a entrada, permanência e saída de Hédon. essa senha é igual para todos e não precisa de ser pronunciada. é uma senha sentida e chama-se: Amor.

os dias em Hédon são, por norma, agitados e intensos; são dias ansiosos. aliás, o ar que se respira em Hédon apresenta, na sua mais profunda composição, altas concentrações de ansiedade e, a existência e livre circulação desse mesmo elemento, é uma das razões porque viver em Hédon, mais do que uma imperativa condição, é um vício.

estamos nós, legião mais ou menos intrépida de narradores, certos, prezado leitor (e assumiremos o leitor como uma legião mais ou menos intrépida de seres que amam, uma massa plural e abstracta, o mundo), de que muitos de vós em Hédon se encontram viciados.

o vício começa muito cedo; começa, muitas vezes, com o início da vida e é transmitido aos recém-chegados ao mundo pelas suas próprias mães. recorde-se, prezado leitor, de que a questão da hereditariedade já foi por nós, legião mais ou menos intrépida de narradores, anteriormente enunciada.

essa questão fica, por ora, adiada; a sua peremptória e assertiva dissecação só poderá ocorrer mediante um concílio dentro da nossa própria legião e após selada a conclusão sobre a polémica questão:
é ou não Hédon, além de um vício, uma doença?

27/01

falemos, então e agora, das noites em Hédon. quando do céu o sol se evade e sua ausência num dinâmico manto, a o seu próprio ritmo e vontade, da cor do sempre o firmamento torna, começa em Hédon a sentir-se o efeito dessa operação. os sangues começam a apressar-se e existem zonas nos corpos que, quais magnetes transcendentais, imprimem à circulação do fluxo dessas substâncias, que, caso possam ser degustadas, das mesmas se dirá estarem carregadas de diversas e aleatórias ligas de diversos e aleatórios metais, uma velocidade por todos conhecida ou, pelo menos, sentida mas por nenhuns successfully explicada.

01/02

as noites em Hédon não são apenas o fruto da voz e da fúria do sangue; são o dentro, o interior absoluto do sangue em si mesmo.

17/02

pedimos ao prezado leitor que, caso a sua paciência demonstre a vontade de fraquejar, se retraia e tente ultrapassar o facto de o nosso relato se revelar ziguezagueante. a hesitação faz parte de Hédon e a verdade é que, uma vez mais, deixaremos em suspenso a descrição de uma das suas faces para, em seu lugar, aprofundar a dissecação de outra. nesse sentido, deixemos a noite por exaurir, numa outra ocasião, e passemos à caracterização, o mais afincada possível, do dia.

o dia em Hédon nasce muitas vezes.

08/04

não será certo, ou recomendável, adiantar a quantidade de vezes que o dia em Hédon nasce. porque em Hédon o dia não se afirma como um todo; é uma entidade plurimórfica, mutante e altamente contraditória. o dia desfaz-se, refaz-se e contrafaz-se; e todos esses processos em nada são previsíveis, sistemáticos ou classificáveis. muito menos possível é, prezado leitor, assinalar as causas que esses fenómenos vêm determinar. apenas os efeitos são detectáveis e sobre eles, por falta de vontade de o fazer mais tardiamente, focaremos agora a nossa narração.

há três espécies de efeitos que o dia em Hédon provoca:

1- a presença presente

2- a presença ausente

3- a fuga

1: a presença presente é um efeito imediatamente detectável, não somente pela força da redundância mas, sobretudo, pela força da relação dialéctica entre aquilo que o dia emana/produz, a cogitação sobre essa produção e o discurso sobre essa cogitação (em análise última, sempre sobre a emanação/produção per si; sendo esta a única parcela que comporta irrefutável factualidade). quando a presença é presente está constantemente a tentar estabelecer pontes, mais ou menos sólidas e bem fundamentadas, com a emanação/produção dos dias, a sua verdadeira verdade , o que a precedeu, a sua presente configuração e sobre o que a fará perdurar ou não (o teste tende a ser permanente). a presença presente tem como máximas intenções o aprisionamento do tempo e a certeza (no fundo ansiedade) da solidez do espaço. a presença presente é hipercinética, altamente analítica, voraz, dinamizadora, eufórica, ferozmente ligada à ideia de verdade, instável, combativa, intensa, séria, convicta da sua própria clareza, arrebatada, amante, sedenta de espelhamento, de empatia, de entrega, de certezas, de profundidade, de perenidade, de inteligibilidade, de entendimento, de discurso, de amor; no fundo, sendenta de presença. é esta presença que faz com que o amor seja a matéria transversal da arte, porque é ela, a presença presente, apesar de tudo e por amor, a própria vontade da arte.

(a desenvolver posteriormente)

2: a presença ausente é, com efeito, um efeito cuja dificuldade na sua detecção se alimenta a si mesma. a presença ausente nunca deixa de ser presente mas essa presença não é imediatamente classificável; usa o tempo e o espaço de uma forma que é irregular e que está em permamente digestão desse mesmo uso. pode dizer-se que, com frequência, ao caminhar sobre a areia, esta presença, nesta não deixa as suas pegadas; isto porque o que para si assume é que se encontra a caminhar sobre água.



Monday, December 15, 2008

quatro anos

querido diário:

este ano o teu autor foi, uma vez mais, uma besta desnaturada. fizeste quatro anos de existência no dia 08 de novembro e ainda não te congratulei. devo confessar-te que me apercebi disso há umas duas ou três semanas mas a preguiça e a tormenta emocional foram o principal impedimento desta iniciativa. mas, tu sabes, sou particularmente negligente nesta coisa das datas, até hoje não sei a data do aniversário do meu pai; mas isso é um fenómeno mais complexo que a mera negligência. será, concerteza, um índice mais do foro endógeno, que a psicanálise conseguirá descortinar. adiante, não farei promessas de te compensar imensamente pela minha falta, nem irei desfazer-me em lamentos e desculpas. as coisas surgem no tempo em que têm de surgir. esta iniciativa surgiu agora e fi-la com a melhor das vontades. dá-te por contente por isso.
asseguro-te, no entanto, que gostaria de te fazer crescer mais, de te dar volume, substância, matéria. não prometo fazê-lo, prometo trabalhar essa vontade.
os meus parabéns.
prometo-te uma coisa, quando fizeres cinco anos terás direito a uma grande festa de aniversário. com balões, confétis, dj set, bolo, velas e tudo. tudo menos palhaços profissionais, odeio palhaços profissionais. faremos nós a palhaçada, como sempre, como bons palhaços amadores que somos.
ah, e faremos um brinde.

Friday, October 31, 2008

a draft (i do not know where it goes)

pôs-se assim, repleto de vontade de ter uma vontade, a redesenhar sobre aquele dia todos os seus relativamente recentes dias. decidiu que o melhor a fazer seria sorrir. e assim o fez: sorriu. se a cena fosse observada, coisa que, garantidamente, não foi, poderia dizer-se que o sorriso obtido, e no seu rosto posto e plantado, o sorriso possível, não era mais do que um sorriso invertido, possivelmente construído pelo avesso, um sorriso ao contrário. era, na verdade, o negativo de um sorriso. mas isso em nada o deteve. prosseguiu o redesenho e afincou a vontade de, sobre aquele mesmo e infeliz dia, reviver todos os dias predecessores.
fechou a luz. abriu a janela do quarto; chovia mas a noite não estava, no entanto, fria ou feroz. com um veloz mas ligeiro beliscão fez a gata miar. o animal saltou imediatamente de cima da cama para aterrar, sem graça, no tapete. ele despiu-se, então, e seguidamente bebeu dois goles da água que jazia há mais de duas semanas no copo deixado ao abandono em cima da mesa-de-cabeceira. soube-lhe mal, a pó. precipitou-se para a janela e cuspiu o líquido para a rua. o som do seu projéctil, ao embater no capot do carro estacionado por debaixo do parapeito, dissolveu-se na sinfonia caótica e cacofónica que a chuva protagonizava na rua. esfregou as mãos pelo corpo nu, sobretudo pelas coxas, para que, em virtude da inevitabilidade de um rápido e inesperado arrepio, pudesse ter a oprtunidade de voltar a aquecer ambas: ambas as mãos e ambas as coxas. deitou-se, voltou a construir o sorriso possível e começou o redesenho.

o redesenho tinha a sua dificuldade. era complexo, rígido, àspero, estava carregado de atrito.

Tuesday, September 16, 2008

o amor que existe

o meu amor tem lábios de silêncio
e mãos de bailarina
e voa como o vento
e abraça-me onde a solidão termina

o meu amor tem trinta mil cavalos
a galopar no peito
e um sorriso só dela
que nasce quando a seu lado eu me deito

o meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura

o meu amor ensinou-me a partir
nalguma noite triste
mas antes, ensinou-me
a não esquecer que o meu amor existe

"o meu amor existe", jorge palma

tenho andado o dia todo com esta canção na cabeça; canção essa que amo.
hoje acordei super enjoado, deve ser do antibiótico. tenho estado meio touchy, sobretudo fisicamente. mas uma coisa assiste-me: o imenso amor que tenho por ti e a certeza de que o nosso amor existe (oh, se existe). quero ouvir esta canção contigo, já na caminha, muito cansadinhos, depois de lermos Platão.
VIVA O PLATÂO.
it's all about Plato (you wrote);
it's all about love (i feel)
it's all about us and for the good of us (we know).
tens tantos felizes contigo!!!

Saturday, August 02, 2008

o coração

querido diário:

sei que tenho estado ausente, as minhas desculpas, mas se isso tem acontecido é porque tenho estado a viver.
normalmente, em anteriores ocasiões, quando o meu coração "embicava" para alguma direcção não era raro que os meus desabafos passionais fossem feitos contigo.
desta vez, o meu coração não está apenas "embicado", o meu coração está tomado, bem tomado, bem cuidado, bem tratado, bem amado. é por isso que tenho poucas confissões a fazer, faço-as ao meu amor; prefiro assim.

i've been away because my heart is full of love!

Saturday, July 19, 2008

blame canada 7

blame canada is, at last, over.

voltaste!!!

ainda não consegui, nem de perto, nem de longe, aniquilar a saudade.

mon amour,
l'aventure (re)commence.


Tuesday, July 15, 2008

blame canada- 6

final countdown: 3 days!!!

no entanto,

"a saudade é uma espera
é uma aflição
se é primavera
é um fim de outono
um tempo morno
é quase verão
em pleno inverno
é um abandono"
in, "porque não me vês", de fausto

it feels good to feel feelings for you! (would sound nice in one of our songs, no?)

Sunday, July 13, 2008

blame canada- 5

i'm googling amy's lyrics big time.
i loved her before you came into my life. i loved her, big time, for a while. but i never quite had the chance to really get focused on her words. and now, as i remind you, as i remind us in your car (as we cross the city), as i remind our love, i am forced, in a sweet way, to really get deep into her words. and, fuck, she is powerfull as i never thought she could be. she is quite a supreme writer. i'm really into her, into her words, into her writing. fuck... the girl is really awesome. you know i have a certain reservation about all that is concerning to her right now. you know i find it desgusting, i find it vampiresque, filthy, heartless. you know it shocks me to see a person, an artist, dying before everybody's eyes without any kind of sense of responsibility from world wide, youtube, media freak watchers. you know it pisses me off: all this live fast and die young, netcast, broadcast, alive, shit. so i quite gave up on her. but now, your love/mylove/our love made me come into her again. and i almost feel every fucking word she writes/sings. i feel so close to it. and this sense of closeness brings me back to us.
i'm eager for you to come back and translate me every single word of her. i'm eager for us to sing it loud in your car, the same words, the same amy, the same songs that make part of our path together.
in the end, i'm eager for you and i love you for all these things that i feel, for all these this that are happening to us. i'm eager for our togetherness.
i love you for who you are. "my fellow, my guy" and "they can't take that away from me".
i love you and "I MISS YOU LIKE THE DESERTS MISS THE RAIN".

Friday, July 11, 2008

blame canada- 4

final countdown.

in a week we will, finally, be in each other's arms!


"into my arms", by nick cave

I don't believe in an interventionist God
But I know, darling, that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch a hair on your head
To leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each burn a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk, like Christ, in grace and love
And guide you into my arms

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

And I believe in Love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down, me and you
So keep your candlew burning
And make her journey bright and pure
That she will keep returning
Always and evermore

Into my arms, O Lord

Into my arms, O Lord
Into my arms, O Lord
Into my arms

Wednesday, July 09, 2008

09 de julho


+
32
+


=
happy birthday to me!

Monday, July 07, 2008

blame canada- 3

"you give me fever"

this is what i feel and it tastes good to feel what other people wrote.

flowers in the window (by travis)

When I first held you I was cold
A melting snowman I was told
But there was no one there to hold
Before I swore that I would be alone forever more

Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow

There is no reason to feel bad
But there are many seasons to feel glad, sad, mad
It's just a bunch of feelings that we have
To hold
But I am here to help you with the load

Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow

So now we're here and now is fine
So far away from there and there is time, time, time
To plant new seeds and watch them grow
So there'll be flowers in the window when we go

Wow look at us now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, out in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow

Wow look at you now
Flowers in the window
It's such a lovely day
And I'm glad you feel the same
Cause to stand up, up in the crowd
You are one in a million
And I love you so
Let's watch the flowers grow

Let's watch the flowers grow!


tum tum, tum tum, tum tum
("you know i feel it in my heartbeat...
wich makes me feel like the only one,
the only one,
that the light shines on")

Wednesday, July 02, 2008

blame canada- 2

i've been down there, really there
where i guess you wish me not-
been down there, really there,
you can bet i'm not a slut

been down there, really there,
just to make myself alive,
there, really there,
without you i can't survive

been down there, really there,
oh, such cute boys,
been down there, really there,
look at them and i see: toys

been down there, really there,
and i walk with no regret
been down there, really there,
what i've waisted i'll forget

been down there, really there,
and always think of you
so much faster, so much better, perfect,
you'll never sever , i wont do that too.

esta rima é pobre, fraca, despropositada. não está à tua altura. i'm drunk, really drunk, so much drunk. tu, meu querido e defendido amor, não mereces que eu te conspurque com esta leitura/redacção. mas eu vou fazê-lo. tenho de fazê-lo, não posso deixar de fazê-lo. estive no antro, naquele antro de que já algumas vezes te falei. não me arrependo, de todo, estive lá e gostei. nada me tocou, nada me moveu, realmente cá dentro, nada me abalou, nada. estive, vi, fui visto, falei, deixei falar e vim... vim para ti... expressamente para ti.
vim para te encontrar, no simples acto de te escrever. vim para ti. regressei-te, no simples acto de me recolher. porque recolher-me, sem ti, já não é o mesmo verbo. vim morar aqui, onde quero que tu mores, tu ouças, tu chores. vim adormecer na dor, calma e, ainda amena, certeza de não te ter. vim pensar em ti. i've been down there e tu nunca me saíste da cabeça. não houve, sequer, um segundo de hesitação. sou teu e tudo o resto é um espectáculo, uma parefernália, uma triste exibição,


bem, fiz aqui uma pausa de mais de dez minutos. borrifei-me para a anterior composição. fodi-me todo, esta noite, porque assim o decidi. fodi-me, tomei essa decisão, enquanto via e escutava, com miguel, pedro, mari, a rita lee. fizeste-me falta ali. pensei, durante o concerto, tanto em ti. faria todo o sentido ter-te ali. estiveste. hei-de contar-te. miss you so much. vou dormir. tu, estiveste ali. é isso que é maravilhoso no amor: faz alguém estar onde nunca sonha estar. decerto, estou onde não estou. eu sei disso. e tu, só tu, estás aqui.

beijo-te a amo-te como só eu sei (eu sei).

i miss our waking up.

you are my fellow and, you know, my guy.

(escrevo-te aqui porque este, aqui, sou, realmente, eu.)


"fique bem,

fique forte.

não temos tempo

para temer a morte"

rita lee, in pic-nic

Monday, June 30, 2008

blame canada - 1

bébé do amor:
quero escrever mas estou sem palavras para expressar a alegria que a tua missiva me deu. tu és do caralho, tens estado e estás, efectivamente, there quando eu preciso. e eu precisava, precisava de te sentir. a ideia de vir agora para casa, depois de ter funiculado, de ter de me render às tristes evidências, que tenho pouco mais de 24 horas para escrever uma coisa que sonho e quero há muito concretizar, e de não te ter, fisicamente, aqui, aterrorizava-me. mas vim. vim porque ainda quero tentar, ser capaz, conseguir. vim por mim, por ti, por nós. e ter chegado a casa e ter percebido que tiveste a, tão querida, preocupação de me deixares umas palavras tuas para me receber simplesmente comoveu-me como não podes imaginar. eu, que só penso em ti, falo em ti, estou 100% focado em ti/nós, derreti-me. isto é muito bonito, muito. eu estou pasmado connosco, com a nossa envolvência, sintonia, afinidade, relação. estou pasmado com a verdade disto tudo. eu já pouco acreditava na possibilidade de ser feliz com outra pessoa, na capacidade de me entregar, de receber, de dar, de viver o tempo a dois e estas últimas semanas têm sido uma chapada de luvinha branca nessa niilista crença. tu, eu, nós temos provado que our hearts are alive and kicking, que dar e receber é bom (é o melhor), que vale a pena esperar. we came a long way, you said so. lembras-te? we did, in fact, but we did for good. o que me pasma mais no meio disto tudo e que por vezes, quando a minha twisted, insecure, suspicious mind faz das suas, me aterroriza é a naturalidade, fluidez, facilidade disto tudo. tudo entre nós tem parecido ser afim e simples, descomplicado, sintoma da verdade e da vontade e isso, por vezes, assusta. but i'm going to let my twisted mind go to hell and enjoy this/us 'till the last minute.
you wrote: espera por mim, eu volto para ti.
i wrote: por ti esperaria a vida inteira (ou toda, não me lembro precisamente).
i feel now: this is so right. we deserve it, we are this. we are together. and this is what i live for: being there for. and being there for us seems such a quite good task. it feels so right, true, NATURAL.

i'll wait for you always (how can't i?)
with love,
onan
p.s.: tenciono publicar esta missiva no meu diário como o primeiro "blame canada". só o farei, no entanto, se tu o autorizares. espero, então, a tua aprovação/repovação. é que já é altura de nos registar no meu diário que, como sabes, é o registo mais íntimo e verdadeiro dos meus dias. you wanted to be there, didn't you? so it will be.
mon amour, l'aventure commence (adoro esta frase; sei que é dita num filme, que adoro esse segmento mas não me recordo do filme, apenas a frase. já estive para te perguntar se sabes de onde é mas, por esquecimento, nunca o fiz).
anyway, a aventura já começou, a 16 de maio de 2008 e tenho amado cada segundo.
kiss you there, although i blame canada.
p.s. 2: leia a segunda frase da missiva (onde refiro que não tenho palavras) e após lida toda a dita (a missiva) veja, afinal, a veracidade da afirmação.
sou mesmo verborreico (blame me). mas tu gostas, right?
you give me... (yup) FEVER!
.........................................................................................................................
a aprovação foi dada, a cópia da missiva publicada, a saudade cresce. blame canada (just for the fun of blaming it).