deixou uma vez mais, com a mente e nada mais do que a mente, que o talher se fizesse repousar sobre o dia de água. manteve intacta e serena a linha da boca e percorreu, segundo a segundo, o primeiro aviso que as suas células entre si fizeram aquando da visão de tão chocante criatura. o choque terá de ser encarado como um bom choque; o choque é um acontecimento feliz e, por isso mesmo, assim se pretende que continue.
não é todos os dias que as vidraças sucumbem à minha passagem - disse-me.
eu sei - disse eu, enquanto lhe lambia as falangetas.
anoiteceu. dormimos na rua ou em minha casa? dormimos? na minha rua ou em tua casa, acordados, tanto faz, desde que os dias não deixem de ser de água, desde que as sirenes não se calem, desde que não se dilua no ar esta pequena e estrondosa vontade de nos vermos a ouvirmos falar.
no chão, no tecto, nos esgotos, no telhado, debaixo das unhas: o choque.
não é todos os dias que as vidraças sucumbem a esta espécie de namoro - disse-me.
eu sei - não disse eu; sinto.
Wednesday, November 07, 2007
Wednesday, October 31, 2007
halloween statement
burn alive all motha fucking witches.
let starve, 'till death, all psycho bitches.
don't forget to listen to the teaches of peaches.
let starve, 'till death, all psycho bitches.
don't forget to listen to the teaches of peaches.
Saturday, October 20, 2007
saturday afternoon fever
querido diário:
não escrevo em ti há tanto tempo que ainda nem me tinha apercebido que o blogger tem melhorias no seu funcionamento.
não escrevo uma linha há semanas.
tenho uma dor estranha, desde segunda-feira, na direita baixa da zona abdominal. não é bem uma dor; é uma presença. um incómodo. acho difícil conseguir ir ao médico na próxima semana porque vou estar sempre a trabalhar (filmagens, id, bar, projecto das noites brancas, etc).
sábado à tarde: apetece-me andar de barco, comer cornetos de morango e castanhas, silêncio e um beijo teu em contraluz.
(preciso de viajar e fazer música).
não escrevo em ti há tanto tempo que ainda nem me tinha apercebido que o blogger tem melhorias no seu funcionamento.
não escrevo uma linha há semanas.
tenho uma dor estranha, desde segunda-feira, na direita baixa da zona abdominal. não é bem uma dor; é uma presença. um incómodo. acho difícil conseguir ir ao médico na próxima semana porque vou estar sempre a trabalhar (filmagens, id, bar, projecto das noites brancas, etc).
sábado à tarde: apetece-me andar de barco, comer cornetos de morango e castanhas, silêncio e um beijo teu em contraluz.
(preciso de viajar e fazer música).
Tuesday, September 18, 2007
the songs between us
the songs between us;
there where always dozens, hundreds and thousands of songs between, in and within us.
between you and me the songs and you mean many as the songs; almost as many as every single word in every single song; or all the words in all the songs together.
you and me together.
the songs between us as the nights and the days between us and all of our ages, and rages and emotional cages.
tonight i can´t sleep, again, and i can´t find any song to comfort me.
and i can't find or feel any of the many of you.
the songs between us, between you and me, are tonight a promised land for past or future memory.
this silence between me and me can tonight be the measure of the time i devoted to songs; devoted to thee.
Wednesday, September 12, 2007
estreamos dia 14: "se não me dás um revólver, ao menos tem pena de mim"

O revólver de TCHEKOV, em Sintra.
Completando o “Roteiro da Intemporalidade” iniciado em 2005 e dedicado aos três grandes dramaturgos que marcaram a passagem dos séculos XIX para o XX, Strindberg, Ibsen e Tchekov, a Companhia de Teatro de Sintra / Chão de Oliva vai apresentar dois espectáculos, baseados em obras deste último autor.
“Se não me dás um REVÓLVER, ao menos tem pena de mim” parte da fusão dos textos “Um Pedido de Casamento” e “O Trágico à Força”, incluídas do chamado grupo das “pequenas peças”, onde o fio dramatúrgico passa pela força dos temperamentos, o convencionalismo cerimonioso e ridículo, as regras impostas pela sociedade, tão “normais” e tão normalmente ridículas…
Esta 55ª produção da Companhia de Teatro de Sintra / Chão de Oliva, tem estreia marcada para o próximo dia 14 (ante-estreia a 13) na Casa de Teatro de Sintra, mantendo-se em cena até 14 de Outubro com representações de quinta a sábado às 21,30h e domingos às 18h.
São intérpretes Nuno Correia Pinto, Pedro Cardoso, Hugo Amaro, Sónia Louçada e Fernando Figueira; a fixação do texto, dramaturgia e encenação é de João de Mello Alvim.
Monday, September 10, 2007
um dos sintomas bons de sentimento oceânico
"Os mais poderosos incidentes de beleza são os que sentimos como descobertas pessoais, os que parecem destinar-se especificamente a nós, como se uma inteligência imensa nos tivesse escolhido e quisesse mostrar-nos algo."
michael cunningham in, "dias exemplares"
já por diversas vezes tenho exprimentado exactamente o que o michael cunningham descreve. nunca o tinha expressado por palavras; tinha-o sentido apenas. e cada vez com mais regularidade. isso tem reforçado, também, a minha convicção de que tenho a responsabilidade de escrever cada vez mais e com método, disciplina, profissionalmente; o meu verdadeiro trabalho.
descubro que este livro do michael cunningham está repleto de manifestações muito interessantes do chamado sentimento oceânico (debatido por freud e romain rolland) em que tenho andado ultimamente a pensar. e eu acho que a arte pode ser o grande repositor do desconsolo primordial do eu nesse processo. e acho isso bom. e gosto te sentir isso, por muito patológico que seja; por muito errado que esteja.
Monday, September 03, 2007
statement
o meu sonho é viver num país inventado pela pipilotti rist e governado pela annie sprinkle.
Thursday, August 30, 2007
breaking glass
ele colocou o dedo indicador da mão esquerda sobre o rebordo do copo; fê-lo tombar e observou-o, plácida ou, julgar-se-ia, pela expressão que o rosto apresentava, friamente a rebolar mesa fora até no chão se estilhaçar.
ela sorriu e fez o mesmo.
nessa noite não mais falaram; nem na seguinte, nem na noite que sucedeu a essa. na verdade, jamais voltaram a trocar uma única palavra.
o amor que os une passou a ser isso: os dedos indicadores, o som do vidro a partir, cacos no chão e um abraço permanente, profundo, amigo, quente e impressionantemente resistente; amor à prova de choque, abrigo eterno das tempestades que as bocas geram antes, durante e depois das palavras.
partem tudo por onde passam; há quem os tema, quem os abomine, quem os ature e quem deles zombe. partem tudo por onde passam mas todos sabem que o fazem porque, numa noite há muito ida, decidiram, em conjunto e em silêncio, jamais partir o coração um ao outro.
Monday, August 27, 2007
narciso (contre-plongé)
serei eu quem contempla as estrelas ou serão elas quem, lá do alto, me vigia?
certo estou de que:
cada vez que uma cadente se torna e no vazio se precipita
é porque um abraço meu tenta, pois à distância não resiste.
ou:
de me mirar se cansou e de ser estrela desiste.
certo estou de que:
cada vez que uma cadente se torna e no vazio se precipita
é porque um abraço meu tenta, pois à distância não resiste.
ou:
de me mirar se cansou e de ser estrela desiste.
Wednesday, August 22, 2007
a sobriedade
era assim, convicto de ter a pele coberta pela realidade da claridade,
que se atrevia a percorrer os labirínticos caminhos que o levariam à sua,
muito aspirada e verdadeira, verdade.
era assim - um olho aberto e um outro fechado - ao fim da tarde
que fazia a consulta aos arquivos, dóceis e ásperos, abertos
nessa sua tão tenra idade.
era assim, semi-perdido/semi-achado, impotente na fugacidade
que tentava decifrar -boca a boca-
o palimpsesto que descobrira ser a moralidade.
é assim, numa tarde de agosto,
que se escreve - de mudar, de reler, de ver, de querer- a vontade.
é isto a que chama a sua sobriedade.
que se atrevia a percorrer os labirínticos caminhos que o levariam à sua,
muito aspirada e verdadeira, verdade.
era assim - um olho aberto e um outro fechado - ao fim da tarde
que fazia a consulta aos arquivos, dóceis e ásperos, abertos
nessa sua tão tenra idade.
era assim, semi-perdido/semi-achado, impotente na fugacidade
que tentava decifrar -boca a boca-
o palimpsesto que descobrira ser a moralidade.
é assim, numa tarde de agosto,
que se escreve - de mudar, de reler, de ver, de querer- a vontade.
é isto a que chama a sua sobriedade.
Tuesday, August 21, 2007
Saturday, August 18, 2007
a solidao feia do homem bonito - 7
decisão:
cinco intépretes, cinco homens: 22, 33, 44, 55, 66
a cada um dos homens corresponderá um, ou mais, dos elementos/símbolos
22: vespa (os olhos)
33: frigorífico (o coração)
44: fogão (o cérebro)
55: revestimentos dos símbolos/embrulhos dos mesmos/citações de christo e jeanne-claude (pele)
66: maçarico/cordas (nervos), escadote (memória)
frase comum a todos:
no fundo, no fundo, sou um homem bonito a quem nada realmente feio ou bonito acontece.
configuração:
entra a cena e o público há um quarto de uma quarta parede. uma faixa, da largura da "boca de cena", com cerca de 1,5m de altura em acrílico.
o chão da cena está coberto com bolas de esferovite (cerca de um metro de altura).
as paredes: ainda não sei.
pensar:
na antiga ideia de total ausência dos sentidos, na tetraplegia, na funcionalidade apenas do orgãos vitais. o cérebro encarcerado; a lucidez mais pura; a terrível prisão. o tempo todo para a cogita. finis praxis.
cinco intépretes, cinco homens: 22, 33, 44, 55, 66
a cada um dos homens corresponderá um, ou mais, dos elementos/símbolos
22: vespa (os olhos)
33: frigorífico (o coração)
44: fogão (o cérebro)
55: revestimentos dos símbolos/embrulhos dos mesmos/citações de christo e jeanne-claude (pele)
66: maçarico/cordas (nervos), escadote (memória)
frase comum a todos:
no fundo, no fundo, sou um homem bonito a quem nada realmente feio ou bonito acontece.
configuração:
entra a cena e o público há um quarto de uma quarta parede. uma faixa, da largura da "boca de cena", com cerca de 1,5m de altura em acrílico.
o chão da cena está coberto com bolas de esferovite (cerca de um metro de altura).
as paredes: ainda não sei.
pensar:
na antiga ideia de total ausência dos sentidos, na tetraplegia, na funcionalidade apenas do orgãos vitais. o cérebro encarcerado; a lucidez mais pura; a terrível prisão. o tempo todo para a cogita. finis praxis.
a solidao feia do homem bonito - 6
(o blogspot num mac não tem metade das potencialidades; como muitas coisas. é uma pena. está tudo feito para pc.)
bloco de notas:
discurso
66
nunca velejei mas fartei-me de andar de bicicleta. é por isso que ainda tenho as pernas tonificadas, é por isso que ainda subo bem escadas e escalo coisas, é por isso que não consigo parar de andar dentro desta casa. este corredor conhece-me bem; de lés a lés, este corredor, conhece todos os meus podres e todas as minhas pequenas virtudes.
amanhã vou dançar; faço sessenta e seis anos e sei que ainda sou um homem bonito. nunca velejei mas fartei-me de foder. e o que preciso amanhã, no dia em que farei sessenta e seis anos, é de uma valentíssima foda.
material:
os bailes da terceira idade.
bloco de notas:
discurso
66
nunca velejei mas fartei-me de andar de bicicleta. é por isso que ainda tenho as pernas tonificadas, é por isso que ainda subo bem escadas e escalo coisas, é por isso que não consigo parar de andar dentro desta casa. este corredor conhece-me bem; de lés a lés, este corredor, conhece todos os meus podres e todas as minhas pequenas virtudes.
amanhã vou dançar; faço sessenta e seis anos e sei que ainda sou um homem bonito. nunca velejei mas fartei-me de foder. e o que preciso amanhã, no dia em que farei sessenta e seis anos, é de uma valentíssima foda.
material:
os bailes da terceira idade.
Saturday, August 11, 2007
a solidão feia do homem bonito 5
excerto de uma conversa tida no messenger com o ricardo batista.
esta conversa é um material para o presente projecto.
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude: eu
i am no good: ricardo
excerto:
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
por acaso já tinha pensado em convidar-te para me desenhares o espaço da peça q vou começar a escrever
aquela para a qual estou a recolher material no blog
i am no good diz:
sim
i am no good diz:
tenho ido ao teu blog ver
i am no good diz:
a vespa
i am no good diz:
o christo
i am no good diz:
falas também de uma série de outros objectos
i am no good diz:
mas não contas como estão relacionados
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
sim, ainda não posso revelar
i am no good diz:
ok
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
só estou a levantar material formal; estou a começar pelos elementos. ainda não escrevi nada. sei do que vou falar mas pouco mais do q isso. e o texto vai partir dessa solidão feia de um homem muito bonito; perdido em elementos que são memórias... ou mesmo personagens
i am no good diz:
(o titulo parecia-me óbvio. nao percebi a tua dúvida)
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
como assim?
i am no good diz:
começas por questionar-te
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
sim
i am no good diz:
a solidao feia do homem bonito ou a solidao bonita do homeme feio
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
eu não sabia se o homem havia de ser feio ou bonito
i am no good diz:
lololol
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
ou se a solidão era feia ou bonita; seriam duas coisas muito distintas
i am no good diz:
sendo tu um onanista achas que o homem poderia ser feio?
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
podia ser... e a sua solidão ser bonita e, contudo, onanista
i am no good diz:
sim, podia, mas nao serias tu
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
mas não é necessáriamente autobiográfico; não quero muito que seja
i am no good diz:
eu, pessoalmente, acho sempre mais interessante alguém bonito com as mãos muitos sujas
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
pois, é mto melhor. ou com o coração muito sujo
i am no good diz:
mais interessante do que alguém muito feio com as mãos brancas como o mármore.
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
eu quero que os elementos sejam velhos e sujos mas que o espaço seja imaculado; quase de espuma. um gigante banho de espuma
i am no good diz:
e se o espaço for uma casa de banho branca? toda branca, até os canos?
quase como a casa de banho do greenaway?
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
não quero um espaço mto concreto. mas é por aí. e os elementos: o frigorífico, fogão, a vespa estarão pendurados. o sujo está no ar; o chão é imaculado. daí as bolas de esferovite. uma brancura imponente.
i am no good diz:
quem diz casa de banho diz sala, ou quarto. totalmente branca, luminosa e imaculada, com os objectos pendurados, com cordas e correntes, sujos, empoeirados, como cadáveres.
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
that's it. e há a possibilidade de estarem embrulhados; daí o christo.
i am no good diz:
sim. um invólucro, que pode ser rasgado revelando o interior
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
mais do que isso: queimado; daí o maçarico
i am no good diz:
hum... assim os objectos em suspenso teriam de ser de um material nao incendiável, para que no decorrer da peça
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
são de ferro
i am no good diz:
possas pegar fogo no ar e o invólucro possa arder sem perigo
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
vai haver um extintor. uma coisa que quero usar há muito numa peça
i am no good diz:
sempre que queimares um objecto o quarto ficara mais sujo?
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
mas eu quero essa erosão
e os objectos estarão pendurados por cordas que terão de arder
para ao longo da peça caírem no chão
i am no good diz:
mas sujam o quarto
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
sim, dá um trabalhão.
i am no good diz:
ok, tinha percebido que não querias o quarto sujo.
i want my heart and brian to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
no início não. mas vai sujando-se.
i am no good diz:
sim, foi o que eu disse, lol,
mas pareceu-me que tinhas dito q não querias a erosão
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
não, eu quero erosão.
percebeste mal
i am no good diz:
ok.
i am no good diz:
pois percebi
i am no good diz:
lolol
i am no good diz:
esquece
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
os objectos são os orgão vitais dele
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
o fogão é o cérebro
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
o frigorífico o coração
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
a vespa são os olhos
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
os embrulhos a pele
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
as cordas os nervos
i am no good diz:
porquê tanta importância dada aos olhos?
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
o escadote é a memória
i am no good diz:
porque não ao coração?
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
ainda não está definida a importância dada a cada elemento
i am no good diz:
ok ok.
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
posso transcrever esta conversa no meu blog?
i am no good diz:
podes
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
só no q diz respeito a esta parte da conversa.
i am no good diz:
sim. o meu projecto não interessa para o teu blog
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
porque cheguei a conclusões e questões importantes nesta conversa.
i am no good diz:
óptimo
i want my heart and brain to be wrapped by christo and jeanne-claude diz:
so, i'll do it now.
i am no good diz:
eu vou tomar banho
ate ja
.......................................................
o trabalho do ricardo pode ser consultado aqui:
http://mauvest.blogs.sapo.pt/
a solidão feia do homem bonito 4
Friday, August 10, 2007
a solidão feia do homem bonito 3
hoje sonhei que eram servidas ao Tio Vânia sapateiras.
e acordei a pensar nisso.
e revi todos os anti-heróis russos que adoro.
e percebi que eles têm estado a "marinar" dentro de mim.
e percebi que neste presente trabalho podem ser à minha moda cozinhados.
materiais:
e acordei a pensar nisso.
e revi todos os anti-heróis russos que adoro.
e percebi que eles têm estado a "marinar" dentro de mim.
e percebi que neste presente trabalho podem ser à minha moda cozinhados.
materiais:
- dostoiévksy: o jogador, o duplo, noites brancas, o idiota, crime e castigo
- máximo gorki: o albergue nocturno, os ex homens, os orlof
- tchékhov: o ginjal, trágico à força, tio vânia
Thursday, August 09, 2007
a solidão feia do homem bonito 2
materiais:
a vespa e o cinema
listagem:
a vespa e o cinema
listagem:
- vacations roman, of William Wilder (1953)
- friends for the skin, of Franc Red (1955)
- mogli and buoi, of Leonardo de Mitri (1956)
- fathers and sons, of Mario Monicelli (1956)
- poor but beautiful, of Dino Risi (1956)
- beautiful but poor, of Dino Risi (1957)
- the coconut of mother, of Mauro Morassi (1957)
- paris destination, of Gene Kelly (1957)
- females three times, of Steno (1957)
- the giants touch the sky, Gordon Douglas (1957)
- ladro he, ladra she, of Luigi Zampa (1957)
- hunting to the ladro, of Alfred Hitchcok (1958)
- vacations to ischia, of Mario Small Rooms (1958)
- anna di brooklin, of Carl Lastrica (1958)
- sinners in blue jeans, of Marcel Carné (1958)
- first love, of Mario Small Rooms (1958)
- the saint girl of public square peter, of Peter Costa (1958)
- storys of summer, Gianni Franciolini (1958)
- blood on asphalt, of Bernard Borderie (1858)
- it changes them, of Camillo Mastrocinque (1958)
- an easy man, of Paul Heusch (1958)
- the usuals ignoti (1958)
- hello, hello child, of Sergio Grieco (1959)
- like before, of Rudolf Maté (1959)
- la dolce vita, of Federico Fellini (1959)
- the mattatore, of Dino Risi (1959)
- the world of night, of Luigi Vanzi (1959)
- the good night, of Mauro Bolognini (1959)
- the enemy of my moglie, of Gianni Puccini (1959)
- likeable mascalzone, of Mario Amendola (1959)
- archimedes clochard (1959)
- the tartassati ones, of Steno with Totò and Aldo Fabrizi (1959)
- urlatori to the slab, of Lucio Fulci (1960)
- the prince stalk, of Maurizio Arena (1960)
- dangerous mothers, of Domenico Paolella (1960)
- the super girl sprint, of Fernaud Pointrenaud (1960)
- she returns to september, of Robert Mulligan (1961)
- two husbands for time, of Ralph Thomas (1961)
- i kiss... you kisses, of Piero Vivarelli (1961)
- the new angels, of Ugo Gregoretti (1961)
- jessica, of Jean Negulesco (1961)
- not, my darling daughter, of Ralph Thomas (1961)
- boccaccio 70, of Mario Monicelli (1962)
- diciottenni in sunlight, of Camillo Mastrocinque (1962)
- sunday of summer, Guglielmo Petroni (1962)
- the dongiovanni of the blue coast, (1962)
- the loves must learn, of Delmer From Ves (1962)
- grand prix, (1966)
- american graffiti; of G. Lucas (1973)
- quadrophenia, of F. Roddam (1979)
- scarface, of Brian de Palma (1983)
- sapore od sea, of Vanzina (1984)
- the boy of campaign (1984)
- absolute beginners, of J. Temple (1986)
- the boy of the pony express, (1986)
- seven chili in seven days, of L. Verdone (1986)
- good morning vietnam, of Barry Levinson (1987)
- mine first forty years (1987)
- the grat blek, of G. Pigeons (1987)
- per diem beloved, of Nanni Moretti (1993)
- enemies for skin, (1994)
- of love and shadow, (1994)
- the river barber, (1994)
- jack frusciante e' eited from group (1996)
- american devout (1999)
- the talented mr. ripley (1999)
- saving silverman (2001)
- breath (2002)
- about a boy (2002)
- alfie (a remake of 66), (2003)
- who's your daddy (2003)
- legally blonde 2 (2003)
- premiere fois que j'a eu 20 ans (2004)
- the day after tomorrow (2004)
- saint antonio (2004)
- american party (2004)
- alfie (2004)
- saimir (2004)
- sky captain and the world of tomorrow (2004)
- handbook of love (2005)
- the interpreter (2005)
- munich, of Steven Spielberg (2005)
Monday, August 06, 2007
o título - 2
está decidido; o homem é bonito e a solidão é feia.
novo elemento: um motociclo, uma vespa encarnada ou azul turquesa.
o homem bonito alimenta-se de filmes italianos.
isto não é um monólogo.
trabalho a fazer: pesquisar a história da vespa e a importância da mesma na sociedade e cinema italianos. fazer uma procura detalhada das campanhas publicitárias realizadas pela marca nas décadas de 50, 60 e 70.
subjects: repescar a ideia de fridge buzz in the summer quiet afternoons que me assola há meses e me remete para os bons momentos de infância passados em casa dos meus avós maternos. os sons da infância, os pequenos elementos pós-uterinos. a quietude de se ser pequeno e a tormenta de ainda não se ser suficientemente grande. a suspeita da criança relativamente ao peso do mundo. a criança que sofre por antecipação. a mediunidade da criança só.
novo elemento: um motociclo, uma vespa encarnada ou azul turquesa.
o homem bonito alimenta-se de filmes italianos.
isto não é um monólogo.
trabalho a fazer: pesquisar a história da vespa e a importância da mesma na sociedade e cinema italianos. fazer uma procura detalhada das campanhas publicitárias realizadas pela marca nas décadas de 50, 60 e 70.
subjects: repescar a ideia de fridge buzz in the summer quiet afternoons que me assola há meses e me remete para os bons momentos de infância passados em casa dos meus avós maternos. os sons da infância, os pequenos elementos pós-uterinos. a quietude de se ser pequeno e a tormenta de ainda não se ser suficientemente grande. a suspeita da criança relativamente ao peso do mundo. a criança que sofre por antecipação. a mediunidade da criança só.
Sunday, August 05, 2007
o título
a solidão bonita do homem feio, ou: a solidão feia do homem bonito.???
esta é a minha presente dúvida. e é exactamente esse esclarecimento que decidírá o título da peça de teatro que pretendo escrever. e definirá , muito concreta e taxativamente, o miolo (comecei a fartar-me do vocábulo: conteúdo) da mesma.
estou mais inclinado para o homem bonito, confesso. gosto mais dessa solidão.
elementos: um fogão muito velho, um frigorífico muito velho, um escadote muito velho (cheio de tinta), um maçarico novo e um homem bonito. bolas e mais bolas de esferovite. um homem bonito e a verborreia.
a articulação dos elementos não revelo, nem a relação da "boniteza" com a "feieza" da solidão.
o meu laptop está sem carregador, está portanto comatoso, escrevo no do meu irmão. como perdi o gosto pela "manuscritura" (apesar de ter trazido para o algarve o caderno lindo e tosco que comprei em fort kochim) decido usar o meu diário como bloco de notas.
não é a primeira vez; jamais será a última.
(ainda irei pensar no peso que tem a última frase que acabo de redigir).
feio? bonito? feia? bonita? soli dão, ão, ão, ão. (pode, mas não tem porque, rimar com laptop do irmão).
esta é a minha presente dúvida. e é exactamente esse esclarecimento que decidírá o título da peça de teatro que pretendo escrever. e definirá , muito concreta e taxativamente, o miolo (comecei a fartar-me do vocábulo: conteúdo) da mesma.
estou mais inclinado para o homem bonito, confesso. gosto mais dessa solidão.
elementos: um fogão muito velho, um frigorífico muito velho, um escadote muito velho (cheio de tinta), um maçarico novo e um homem bonito. bolas e mais bolas de esferovite. um homem bonito e a verborreia.
a articulação dos elementos não revelo, nem a relação da "boniteza" com a "feieza" da solidão.
o meu laptop está sem carregador, está portanto comatoso, escrevo no do meu irmão. como perdi o gosto pela "manuscritura" (apesar de ter trazido para o algarve o caderno lindo e tosco que comprei em fort kochim) decido usar o meu diário como bloco de notas.
não é a primeira vez; jamais será a última.
(ainda irei pensar no peso que tem a última frase que acabo de redigir).
feio? bonito? feia? bonita? soli dão, ão, ão, ão. (pode, mas não tem porque, rimar com laptop do irmão).
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