Monday, January 15, 2007

india song 4 (onan em mumbai)

querido diario:

mumbai, at last.
o que a seguir escreverei carece de acentuacao e alguma pontuacao. este teclado demonstra ser algo diferente.

ate agora tudo corre pelo melhor. as primeiras intencoes foram cumpridas: aterrar, trocar dinheiro imediatamente (operacao rapida e bem sucedida e com o minimo de prejuizo), deixar os casacos de inverno e demais bagagens desnecessarias num locker (o locker, note_se , trata-se de um barracao anexo ao aeroporto onde uma rapariga ate simpatica, de sari, regista e da entrada, com um rapaz menos simpatico e sem sari, da bagagem em questao. pagaremos 45 rupias por dia apesar de no quadro onde esta o precario estar indicado que sao 15 por dia. ao notar o facto reclamamos mas a rapariga simpatica de sari e o rapaz menos simpatico sem sari sao bastante peremptorios em esclarecer que naquele quadro, apesar de so para eles ser nitido, estao apenas indicadas as tabelas de precos para pessoal do staff das companhias aereas, portanto, o comum dos mortais paga as tais 45 que, presumo eu, decidiram eles cobrar pela nossa pinta. enfim, this is india and we knew it in advance), apos deixar a bagagem preterida vamos negociar o pre-paid taxi que nos levara ate ao aeroporto domestico onde iremos comprar na air deccan os bilhetes que nos trarao de regresso a mumbai no dia 3 de fevereiro, viremos entao de trivandrum (bastante a sul da india). operacoes bem sucedidas: a negociata do prepaid taxi (que nos faz a primeira incursao, 6 km, no, digamos, bastante particular trafego de mumbai... uma macacada) e a compra dos bilhetes que conseguimos por um preco mais baixo do que era previsto.
compra feita, passo seguinte: arranjar um novo taxi que nos leve do aeroporto domestico ate ao causeway hotel, onde agora me encontro, 400 rupias de tarifa: justo. agora sim, mumbai comeca.
mumbai a uma da tarde exibe um calor bastante aconchegante e muito similar ao de lisboa numa torrida tarde de agosto mas revela tambem um pequeno pormenor. ha todo um nevoeiro que em nada condiz com a temperatura. o nevoeiro acaba por ser a espessa camada de smog que torna a cidade algo difusa e que cola a todos os nossos sentidos, sobretudo ao tactil, cola-se um bocadinho a nossa pele. o transito infernal mas para nos, algo euforicos mas exaustos, parece muito divertido. o miguel conclui que seria para ele muito dificil conduzir nesta cidade. eu, que jamais em tempo algum condizirei, concordo. um caos, de viaturas, taxis, mais e menos jurassicos (os nossos sao e ainda bem, lindos, dos anos setenta (suponnho), amarelos e pretos), auto rickshaws, motas e muitas, muitas muitas pessoas. um caos de sons, um caos de pequenas e pauperrimas construcoes ao longo da estrada que acolhem os mais diversos tipor de actividade comercial, esgotos a ceu aberto, sim existem e as pessoas vivem quase, ou mesmo, neles, um cheiro pouco agradavel, vegetacao tropical, muita gente, uma sinfonia de buzinas, milhares de buzinas. movimento. a india, presumo eu, desde ja, sinonimo de movimento. eles estao sempre em transito. chegamos ao hotel, que reservamos avancadamente, apreensivos. o quarto ate se mostra agradavel, tem casa de banho e fica no coracao da cidade. o chuveiro da casa de banho demonstra ser a propria casa de banho mas ficamos contentes. duche e rua com eles. porta da india, mesmo perto do hotel, estamos mesmo no coracao de mumbai. comer, no leopolds, uma mistura de brasileira, com galeto, com o dos colunas em sevilha. simpatico. comemos bem. passear ver muita gente. comecou ontem o festival de musica e danca de mumbai. um espectaculo de rua mesmo na porta da india.
tenho de ir. todos dormem. o joni chegou a recepcao do hotel agora. estou tonto do jet leg, a hora paga para estar na net acaba. tenho de me ir deitar. pareco estar num barco, acho que vou cair da cadeira. estou muito tonto. calor. bom. dormir e sonhar que estou, finalmente na india. amanha ha mais MUMBAI.

Saturday, January 13, 2007

india song 3 (india countdown)

MENOS DE 24 HORAS! NERVOS! QUE BOM; QUE BOM! ESTÁ QUASE TUDO PRONTO! ATÉ A TOSSE ESTÁ MAIS CONTIDA. ESTOU CHEIO DE FOME E AINDA NÃO COMPREI O CADERNO DE CAPA DURA. TENHO DE IR À FNAC. E DEPOIS NOOBAI DAR PARABÉNS À ANDRESA.
PARABÉNS LÍGIA E ANDRESA!
QUASE: OLÁ ÍNDIA (ESPERO NÃO ENCONTRAR O CAVACO)!

Friday, January 12, 2007

india song 2 (india countdown)

caro diário:
afinal não te dediquei o tempo que era suposto, nestes últimos dias. livrei-me dos trabalhos forçados mas não fiquei, por isso, com mais tempo. A Índia aproxima-se a grande velocidade. Faltam, quase precisamente, quarenta e oito horas para a partida.
O stress ainda persiste. A mala ainda não está totalmente feita; compras de última hora (um caderno preto daqueles de capa dura, uma bic gel, um duplo jeck de headphones, para eu e o Miguelito partilharmos as melodias, e mais algumas coisas que ainda não risquei da lista).Muito provavelmente o que ainda falta comprar serão coisas de farmácia; este mês já lá deixei perto de duzentos e cinquenta euros. A quantidade de químicos que tenho intrometido no corpo (vacinas para Hepatite A e B, Mefloquin: profiláctico da Malária, vacina Anti Febre Tifóide, vacina Antitetânica, Amoxicilina, Brufen e Vibrocil para a apropriadíssima crise de Sinusite que está a preceder a viagem e Mucosolvan) dariam para abrir um laboratório farmacêutico caso se procedesse à incineração desta exausta carcaça.
Os nervos regressam, ainda tenho de deixar uma série de coisas tratadas: dinheiros e afins, telefonemas, e deixar as coisas vagamente organizadas em casa.
Agora, esta carcaça vai comer e vai guardar os setecentos euros que tem dentro da mala em casa. Ah, comprar uma bolsa para guardar o dinheiro junto ao corpo, já me esquecia. E tenho de ir comprar o protector solar para a Marisa.
Muito stress, Caro Diário. We'll meet in Mumbai.

Thursday, January 04, 2007

india song 1

caro diário:

está cada vez mais perto o momento em que finalmente terei tempo para poder estar contigo. esse tão ansiado momento em que te farei algumas revelações e confidências. o momento em que possa em ti, como em tantas vezes, fazer uma catarse. para já fica a novidade que há muito desejo dar-te: VAMOS PARA A ÍNDIA, EU E TU. AQUI ESTÀ O NOSSO PRESENTE; PELOS MEUS TRINTA ANOS, PELOS TEUS DOIS ANOS E POR ESTE NOVO ANO. DAQUI A DEZ DIAS VAMOS PARA A ÍNDIA!!!
QUE SHIVA NOS (A)GUARDE!

Sunday, December 10, 2006

saudades

querido diário:
Fizeste dois anos em Novembro. Tenho saudades tuas, nossas. Não tenho tempo para nós. Há muita coisa que te queria contar, algumas tristes, outras nem por isso. Não tenho tempo, não tenho tempo. Sobreviver dói, cansa, quase mata. Espero voltar a viver em 2007. tenho tantas saudades nossas. Não tenho tempo.

Parabéns, querido diário. Passados dois anos ainda aqui estamos; mas cada vez estamos menos aqui.

Friday, October 06, 2006

quase

és uma quase-musa e eu creio ter tudo o que a uma quase-musa se pode oferecer: a extensão da voz e todo o léxico da atenção.
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não estou a viver: rasga-me ao meio, parte-me em dois.

Monday, September 18, 2006

sentir

não sinto coisa alguma. não sinto; nem mesmo o vazio!
ah, sinto apenas uma coisa: a falta de tempo para poder escrever. a falta de tempo para poder sentir-me a escrever!
apenas a escrita importa e é para ela que menos posso viver!
não sinto coisa alguma. prefiro não sentir o vazio.

Wednesday, August 30, 2006

febre rimática

há uns anos atrás deu-me uma febre rimática. desde então, não tenho parado de fazer composições em rima. aqui fica um dos produtos dessa febre, a que sempre achei piada; ainda acho.

LÁBIOS

Uns lábios de mel
para orar a Rehael.

Uns lábios de sol posto
para provar o teu mosto.

Uns lábios de amargura
para pintar com tintura.

Uns lábios de carvão
para recitar o corão.

Uns lábios de metal
para escarrar no Natal.

Uns lábios de ocidente
para fazer música num pente.

Uns lábios de solstício
para continuar este vício.

Uns lábios de doçura
para louvar a literatura.

Uns lábios de sabão
para salvar um irmão.

Uns lábios de cocaína
para perpetuar esta sina.

Uns lábios de papel
para me manter sempre fiel.

Uns lábios de telefone
para verter água num cone.

Uns lábios de papiro
para mudar o rumo de um tiro.

Uns lábios de faca
para arrancar uma estaca.

Uns lábios de sorvete
para oferecer a um canivete.

Uns lábios de poliglota
para não rir de uma anedota.

Uns lábios de gim
para não me tornar ruim.

Uns lábios de lisboeta
para partir uma ampulheta.

Uns lábios de tecido
para filtrar a libido.

Uns lábios de porcelana
para provar a chanfana.

Uns lábios de escrita
para cantar uma canção bonita.

Uns lábios de Julho
para trincar um gorgulho.

Uns lábios de marmelada
para não conter a gargalhada.

Uns lábios de cicuta
para acusar um filho da puta.

Uns lábios de verão
para escorregar no corrimão.

Uns lábios de haxixe
para cuspir azeviche.

Uns lábios alentejanos
para corrigir os enganos.

Uns lábios de hedonista
para baralhar o machista.

Uns lábios de alegoria
para reinventar a poesia.

Uns lábios de computador
para registar o nosso amor.

E com um beijo trama
percorremos o mundo na cama.

Antes, durante e depois
somos felizes sempre os dois.

Pois, enquanto tiveres uns lábios assim
este poema não chega ao fim.

Uns lábios de electricidade
para reviver a puberdade.

Uns lábios de carnaval
para ser uma flor do mal.

Uns lábios de ...
para...

Uns lábios de ...
para...

(Preenche os espaços em branco s.f.f.. Afinal os lábios são teus!)

Wednesday, August 16, 2006

làtigo

làtigo:
projecto de música electrónica que eu e o nuno, baixista da minha banda (nude), formámos há cerca de seis meses.
estivemos durante estes meses a trabalhar em alguns temas inéditos e contamos, a partir de setembro, começar a trabalhar no disco de estreia do projecto e a preparar um show case para ser apresentado em bares, discotecas, bas fonds, desse mundo fora.
uma vez que os nude se extinguiram, este será o projecto musical que nos permitirá levar em frente as nossas ambições musicais.
é um projecto mais conciso e consensual, ambos temos as mesmas referências e objectivos e há uma grande organicidade no trabalho. até agora tem havido, e creio que assim continuará a ser. além de que o nuno, ao longo dos últimos anos, tem investido na aquisição e know how relativos a maquinarias e procedimentos técnicos fundamentais ao tipo de música que queremos desenvolver. na verdade, acho que ele apresenta já um grande domínio aliado a uma grande criatividade. o que me deixa bastante à vontade também para criar. é um processo, apesar de mais circunscrito, bastante mais livre. e, também, um passado de mais de oito anos a trabalhar na mesma banda deu-nos a sintonia que permite a tal organicidade referida e requerida.
aqui fica o link da nossa página no myspace:
o template ainda não é personalizado, faltam fotos actuais nossas, uma boa descrição do projecto, as canções são apenas demos gravadas num estúdio caseiro, etc. em todo o caso, dá para o projecto se ir divulgando e para recebermos feedback dos eventuais visitantes.
o convite está feito.
opiniões, críticas, lavagens de ego, destruições de ego, piropos e todo o tipo de impressões serão bem recebidos.
cheers

Tuesday, August 15, 2006

dois bons materiais

já acordei umas cinco vezes hoje. estou com uma tosse horrenda e tenho o peito cheio de uma compacta e impertinente massa expectoral que teima em sair ao relenti.
em todo o caso, em duas das vezes que acordei fi-lo para digerir dois bons materiais que se me nasceram na cabeça. o primeiro material é o início de um poema. o segundo material é uma mensagem mas é também um grande achado imagético-existencialisto-literário e pode, com toda a certeza, vir a tornar-se num bom material a aproveitar para o romance que estou a escrever. assim é:

bom material 1
não falas, nem cantas, nem tremes, nem voas; tu não te situas.
caminhas comigo no gume agudo da faca das ruas.

bom material 2
continua a dar-me música! manda-me um telegrama cantado a dizer que não me queres!

Friday, August 04, 2006

i wont run away again

gracias, muchas gracias.
(estar contigo é estar feliz. e isso é bom, muito bom. basta-me, bastas-me)

Thursday, August 03, 2006

present mood (based on last night)

"revolution, dope, guns, fucking in the streets"

(forget the guns, keep the revolution, come with me and use as a dope, let's keep fucking in the streets)

Tuesday, August 01, 2006

sem destinatário

um poema azul

é no apartar da línguas que a vida começa.
adormeço,
durante este cair sem voar dentro do céu da tua boca,
enquanto a tarde volta a ser, uma vez mais, demasiado tarde para nós.

mas cabe-me esta certeza:
Mudámos o rumo, a fúria do sangue, e a certeza das mãos à força de tanto termos sido amantes.

(tem-me acontecido com frequência um certo fenómeno: escrevo poemas, muitas vezes letras das canções que canto, sem que estes se proponham relatar, atingir, situar, algo concreto. escrevo-os sem um referente. passados meses ou até anos acabo por viver as situações que escrevi a priori. creio que este poema é um desses casos. não que não tenha vivido algo que não se possa inscrever no poema mas, tenho essa certeza, porque este foi escrito sem um referente. escrevi-o pela beleza que penso estar contida na ideia do mesmo. é, portanto, uma estória escrita antes de ser vivida. ou talvez seja eu a armar-me em visionário, para brincar com o tédio. on va voir!)

Tuesday, July 25, 2006

a minha canção de embalar

Divine, by Antony and The Johnsons

Good-Bye, baby
Baby, good-bye
Divine, oh Divine
Falling like a picture of time
Oh he was the Mother of America
He was my self-determined guru
Myself, I hold your big fat heart in my hands
And I hold your burning heart in my hands

A supernova
A flame on fire
Shining in the darkness
Did someone mention a rapture
Well I turn to think of you
Who walked the way with so much pain
Who holds the mirror up to fools
And I'll murder the ingrates
Who stand in our way!
And I'll swallow shit, laughing
On my bed of hay!
And I hold your burning heart in my hands

And I hold your burning heart in my hands
A supernova
A flame on fire
Shining in the darkness
Divine

Divine
A supernova

A flame on fire
Shining in the darkness

é bom quando alguém sabe escrever e cantar o amor e tem a possibilidade de o fazer. viva o antony.

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um dia hei-de cantar esta canção e hei-de pensar em ti.

why do you let me run away?
i've nothing left to say.
maybe this is the way.
you let me run away.
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faz hoje uma semana. eu queria ir, sim eu queria, mas tive medo e não fui. quem perde sou eu, talvez. and you let me run away.
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ainda gosto muito de ti.

Monday, July 17, 2006

saturday

"only an expert can deal with the problem"
vi a minha amada, de quase sempre, laurie anderson pela primeira vez. sábado passado no castelo de montemor-o-novo. genial. aquela mulher é genial. apesar de o castelo ter uma atmosfera linda, forte, enigmática, tenho de concordar com a dany. um concerto da laurie anderson, ou este concerto, talvez resulte melhor num espaço fechado, onde se pode estar confortavelmente sentado, sem ter de estar a sacudir as melgas; é necessária a abstracção do corpo. a laurie anderson instala-se dentro da nossa cabeça (na minha está instalada há uns quinze anos). por isso é que me comoveu tanto a citação feita à comédia de Aristófanes "As Aves". é tão bom constatar que as pessoas cujo trabalho nós admiramos também se comovem com as mesmas coisas que nós. "As Aves" é uma das minhas peças clássicas de eleição. A foi muito bom ver a laurie anderson aludir à tal cotovia que, ao sepultar o pai na própria nuca, inventou a memória.
"underwear gods" é também, apesar de menos surpreendente, um conceito interessante e comovente. foi isso que o trabalho da laurie sempre me provocou: comoção no interior da cabeça. exactamente aquilo que pretendo atingir quando me disponho a trabalhar.

Friday, July 14, 2006

2 declarações

1 (particular)
estavas ali, serviste para o efeito pretendido. apenas isso, indiferenciadamente, estou certo. clap, clap, clap (isto são palmas, batidas com ar blasé, à la victoria beckham.)

2 (totalmente geral, sem destinatário definido)
who burps in the end burps a lot better.


crudo

A tua boca descolou-se, rápida e furiosamente, da minha mas
deixei nela presa toda a importância dos meu olhos.
Os teus olhos, quando se fixam nos meus, oferecem-me
o regresso fugaz da pálida ideia do sabor da tua boca.
As tuas mãos são duas estações de calor e contratempo.
As palavras, que agora escrevo, são barcos que se afundam numa saudade que ainda não existe mas cuja fecundação adivinho no fundo da minha garganta.
Quando partires sei que vou fechar os olhos e a boca
para poder mudar de voz na paz que tu mereces que eu adquira.
Ofereceste-me a minha primeira guitarra e eu não consigo deixar de a abraçar (porque tu estás dentro e fora da futura afinação).
Agora ela dorme sempre a meu lado e transporta-me a música que tu és. Durmo neste doce dançar contigo.
Amo-te com gosto, ar e melodia.
(algo mudou dentro de mim nestes últimos dois dias. creio que deixei de sentir isto. ainda não tenho a certeza, mas é possível que sim. por isso é que decidi publicar o poema, para que conste: memória futura.)

Wednesday, July 12, 2006

um poema com sete ou oito anos cuja verdade o tempo não apagou (eterno retorno)

Vou rimar
só por rimar
para não cortar
a jugular


Três cabeças numa chaveta
Tenho um romance na barriga
Siameses na ampulheta
Do mundo chega-me a intriga

A Pandora tem boceta?
Não tens sangue; é jeropiga
Filho de Maria Antonieta
És rapaz ou rapariga?

Eu sou a jóia e tu a a coroa
Esta tensão é irritante
Mudei de pele cá em Lisboa
Tornei-me um altifalante

No verão tudo me enjoa
Eu sou esperto e tu ignorante
Eu feliz? Ah, essa é boa!
Gosto de ti: Coração Mutante

Monday, July 10, 2006

30

foi ontem, 09 de julho, finalmente entrei nos trinta. vamos lá ver se se cumprem as previsões de certos visionários e esta década me traz a, tão ansiada, prosperidade. a ver vamos.
em todo o caso sinto-me próspero por ter os melhores amigos do mundo. felizmente não são poucos e são simplesmente maravilhosos. no sábado, ontem e hoje as acções de todos eles em conjunto e de alguns em particular (selma, miguel, xana, sandra e julián) deixaram-me profundamente comovido, esperançado, feliz. eu sei como sou amado, por vós, meus queridos. e amo-vos muito e vocês fazem-me querer ser uma pessoa melhor. um grande obrigado a todos, you live in me forever. vocês são a minha principal inspiração.

Thursday, July 06, 2006

tem de ser

deixou de me fazer bem, gostar muito de ti, por isso tenho de deixar de gostar muito de ti. passarei a gostar apenas. a vida tem destas coisas...
....................................................................g...a.....m...e.....o....v....e.....r..........
o problema reside no facto de isto nunca ter sido um jogo. ou talvez seja o jogo da vida. o jogo de quem vive. eu vivo.